Polícia Federal prende 4 ex-executivos do Banco Nacional
Internacional|Do R7
Rio de Janeiro, 3 set (EFE).- A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira quatro ex-executivos do Banco Nacional, que sofreu intervenção do Banco Central em 1995. Os dirigentes aguardavam em liberdade o julgamento em última instância dos recursos apresentados contra as condenações por delitos financeiros, mas uma medida judicial determinou a prisão imediata do ex-controlador e de três ex-diretores do banco. Em comunicado, a PF explicou que "todos foram condenados por crimes contra o sistema financeiro de forma definitiva em ação penal que tramitou na 1ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. As penas variam de 8 anos a 17 anos de reclusão". Os quatro ex-executivos foram detidos em casa no Rio de Janeiro e encaminhados para o presídio Ary Franco, na capital fluminense. Estão presos o ex-controlador da instituição Marcos Magalhães Pinto, o ex-vice-presidente da Área de Controladoria Clarimundo Sant'anna e o ex-diretor Arnoldo Oliveira. O quarto executivo detido não foi identificado. O Banco Nacional era uma das principais instituições financeiras do país. Seus problemas financeiros obrigaram o BC a intervir em 1995 e a vender seus ativos ao Unibanco, que nesta década se fundiu ao Itaú, para dar origem ao que é hoje o maior banco privado do país. Os problemas do Banco Nacional começaram em 1986, quando foi descoberto um desvio de cerca de US$ 600 milhões. Após vários anos em crise, a instituição sofreu intervenção em novembro de 1995 pelo Banco Central. Os interventores descobriram milionárias transferências de dinheiro a paraísos fiscais no exterior e um déficit de perto de US$ 5,5 bilhões de reais, o equivalente a cerca de US$ 2,75 bilhões no câmbio atual. Os proprietários e executivos da instituição foram condenados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e falsificação de informações por manipularem 652 contas bancárias e realizar empréstimos fictícios. O advogado de defesa de Magalhães Pinto, Nélio Machado, afirmou ainda não ter tido acesso à decisão que determinou a prisão. "Ainda não fui informado, mas, a princípio, essa decisão se choca com a do Supremo Tribunal de Justiça que deu liberdade durante o trânsito em julgado", alegou. EFE cm/cd/bg











