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Polícia não acredita que haja outros envolvidos na morte de Berezovsky

Internacional|Do R7

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Londres, 24 mar (EFE).- A polícia britânica não acredita que outra pessoa estivesse "envolvida" na morte do magnata russo Boris Berezovsky, cujo corpo foi encontrado ontem, sábado, em sua casa na cidade de Ascot, perto de Londres, informaram neste domingo as forças de segurança. O russo era forte crítico do presidente de seu país, Vladimir Putin, e supostamente era o financiador, no Brasil, da parceria entre seu grupo de investimentos MSI e o Corinthians. "Seria errado especular sobre as causas da morte até que se faça a autópsia. Não temos nenhuma evidência até este momento que sugira que uma terceira parte estivesse envolvida", segundo um comunicado da polícia do Vale do Tâmisa, força da qual depende a cidade de Ascot. Especialistas em substâncias químicas, biológicas e radioativas periciaram a casa, mas não encontraram nada perigoso. Berezovsky, de 67 anos, estava exilado no Reino Unido desde 2000 e era famoso por seus litígios legais contra o também multimilionário russo Roman Abramóvich, dono do clube inglês do Chelsea. Embora a polícia tenha qualificado a morte de Berezovsky de "inexplicável", os veículos da imprensa britânicos afirmam hoje que o empresário estava deprimido após ter acumulado dívidas por uma disputa legal com Abramóvich, por isso não se descarta a hipótese de que se suicidasse. O oligarca russo - matemático na era soviética e amigo da família do ex-presidente Boris Yeltsin - iniciou sua carreira empresarial com uma concessionária de carros, mas depois, com a chegada de Putin ao poder, fugiu para vários países e se estabeleceu no Reino Unido, onde comprou propriedades em bairros exclusivos de Londres e seus arredores. Berezovsky já figurou por alguns anos na lista de bilionários da revista "Forbes", mas não aparece na edição de 2013 devido ao colapso de muitos de seus investimentos. Ele é apontado no Brasil como um dos articuladores da parceria feita em 2004 entre o Corinthians e o grupo de investidores Media Sports Investment (MSI), do qual seria o principal responsável. Essa união levou ao clube jogadores como Carlitos Tévez, Javier Mascherano e Nilmar. Porém, o Ministério Público chegou a pedir a prisão do magnata, em 2007, por lavagem de dinheiro. EFE vg/tr

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