Polícia não vê ligação entre autor de ataque em NY e radicais islâmicos
Bengalês de 27 anos se descreveu como simpatizante do Daesh
Internacional|Do R7

Bangladesh não encontrou indícios ligando um cidadão do país acusado por uma tentativa de ataque suicida com bomba em Nova York a militantes bengaleses, disse o diretor de contraterrorismo de Bangladesh à Reuters nesta quarta-feira (13).
Na terça-feira (12) procuradores norte-americanos apresentaram denúncia contra Akayed Ullah, um bengalês de 27 anos que se descreveu como simpatizante do Daesh (também conhecido como Estado Islâmico), acusando-o de apoiar uma organização terrorista estrangeira.
Ullah explodiu uma bomba em um corredor subterrâneo de pedestres entre a Times Square e o terminal de ônibus de Port Authority no horário de pico da manhã de segunda-feira (11), ferindo a si mesmo e mais três pessoas.
"Coletamos indícios e informações sobre seus familiares: sua esposa, sogro e sogra", disse Monirul Islam, diretor da unidade de contraterrorismo da polícia de Bangladesh, em uma entrevista.
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"Em Bangladesh não encontramos nenhuma conexão, ou não conseguimos identificar nenhum de seus associados que estavam ou estão envolvidos com quaisquer grupos terroristas."
Uma autoridade dos Estados Unidos, que está a par da investigação do ataque, disse que autoridades encontraram indícios de que Ullah viu propaganda do Daesh na internet.
Islam e sua equipe interrogaram a esposa do suspeito e outros parentes durante várias horas depois de ir buscá-los em seu apartamento alugado no centro de Daca.
Ullah, que mora nos EUA desde 2011, havia voltado a Bangladesh para ver a família em setembro, e passou a maior parte do tempo em casa com seu filho de seis meses, relatou Islam.
"Normalmente ele não interagia com nenhum de seus amigos ou familiares aqui. Ele passou a maior parte do tempo em casa", disse.
"Estamos procurando as pessoas com as quais ele costumava ir à universidade ou à escola. Estamos procurando, ainda não identificamos ninguém."
Familiares se recusaram a conversar com a Reuters quando foram abordados em seu apartamento nesta quarta-feira.
Islam disse que Bangladesh transmitiu informações sobre Ullah a agências de segurança dos EUA, mas não existe nenhuma investigação conjunta.














