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Polícia prende suspeito de estuprar e matar 4 crianças no Paquistão

Investigadores fizeram testes de DNA em 1.500 pessoas para identificar responsável; casos semelhantes são registrados na região desde 2018

Internacional|Da EFE

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Região registra casos de estupros de criança desde 2018
Região registra casos de estupros de criança desde 2018

A polícia do Paquistão prendeu o suposto estuprador e assassino de quatro crianças no leste do país, crimes que provocaram protestos em uma cidade fragilizada nos últimos anos devido à reincidência de fatos similares.

"O acusado Sohail Shahzad, de 27 anos, foi detido na mesma área à qual pertenciam as crianças. A detenção foi efetivada através do estudo do DNA", disse à Agência Efe Shams ul Haq, porta-voz da polícia da região de Chunyan, na cidade de Kasur.


Testes de DNA

Shams ul Haq disse que o DNA do detido corresponde com o coletado nos corpos das crianças dentre 8 e 9 anos que desapareceram nos últimos meses e depois foram encontradas violentadas e mortas.


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Além disso, foram encontrados com o suspeito sapatos que deixaram pegadas semelhantes às encontradas no descampado industrial onde os corpos foram achados.

As mortes geraram protestos no mês passado na região, diante da aparente passividade policial. Depois dos protestos, 1.650 pessoas foram interrogadas e 1.500 tiveram material coletado para exames de DNA.


O primeiro-ministro, Imran Khan, anunciou a cassação dos chefes policiais de Kasur depois das manifestações e prometeu que o caso seria levado adiante na justiça.

Cidade marcada por casos de estupro de crianças


Kasur já viveu protestos violentos que causaram duas mortes em janeiro de 2018 pelo estupro e assassinato de uma menina de 7 anos, que levou o governo a admitir a existência de 11 casos similares nessa cidade em um ano.

O assassino da menina, uma jovem de 23 anos, foi condenado à morte em fevereiro de 2018 e meses mais tarde sentenciado de novo pela morte e estupro de outros três menores.

A cidade já tinha sido centro de um escândalo de abusos contra menores em 2015, quando foi descoberto que pelo menos 19 meninos foram gravados em vídeo e fotografados por uma rede formada por 17 pessoas.

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