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Polícia tenta reconstruir massacre em Newtown e divulga nomes de vítimas

Internacional|Do R7

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A Polícia tenta reconstruir passo a passo o massacre da última

sexta-feira (14) em Newtown, Connecticut, um dos piores da história dos Estados Unidos, após a difícil tarefa de divulgar os nomes dos 26 mortos na escola primária Sandy Hook, entre os quais estão 20 crianças.


O diretor do Escritório Legista de Connecticut, Wayne Carver, disse nunca ter visto algo assim ao revelar, em entrevista coletiva, a lista das 20 crianças e seis adultos que foram mortos na sexta-feira quando o jovem Adam Lanza entrou no colégio, disparando à queima-roupa.

Dezesseis das 20 crianças tinham seis anos e os demais sete, enquanto entre os adultos estão a diretora da escola, Dawn Hochsprung; a psicóloga, Mary Sherlach, e quatro professoras.


Os cidadãos da pequena cidade de Newtown tinham esperado desde esta manhã com verdadeira ansiedade a divulgação dos nomes das vítimas do massacre, temerosos de encontrar nela os de algumas crianças ou maiores conhecidos por eles mesmos ou por suas famílias.

A publicação tinha sido prevista para o começo do sábado, mas o Escritório do Legista atrasou esta "delicada" tarefa até a tarde, enquanto ainda deve-se esperar até este domingo para obter oficialmente o nome e idade dos outros dois mortos: Adam Lanza, o autor dos fatos, e sua mãe, Nancy.


O legista confirmou que o jovem matou Nancy na casa na qual ambos viviam em Newtown, enquanto o tenente da Polícia estadual de Connecticut, Paul Vance, ofereceu esta manhã mais detalhes sobre a investigação que esteve sendo realizada desde a sexta-feira.

Desde então encontraram na escola e na casa do autor "provas muito boas" para esboçar "uma imagem completa do que aconteceu", enquanto que o testemunho da vice-diretora da escola, a única pessoa que ficou ferida e que está se recuperando favoravelmente, será "chave" para a investigação.


Segundo os últimos dados divulgados por Vance, a tragédia começou no começo da manhã da sexta-feira, quando o jovem atingiu Nancy fatalmente no rosto e depois se dirigiu de carro para o colégio com uma espingarda Bushmaster 223 e duas pistolas semiautomáticas, uma Glock e uma Sig Sauer, que sua mãe tinha comprado legalmente.

Ao contrário do que tinha sido informado em um primeiro momento, Nancy não era professora da escola, embora tivesse alguma ligação com ela.

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Vestido com roupa de combate e com essas três armas, Lanza conseguiu se esquivar do sistema de proteção automática com o qual a escola contava, que tinha como incumbência impedir que qualquer pessoa entrasse no local durante o dia a não ser que sua passagem fosse permitida.

Após entrar, Lanza atirou à queima-roupa contra a diretora da unidade, a psicóloga e as outras quatro professoras, que tentavam impedir-lhe a passagem para proteger os alunos, segundo relatou a superintendente da escola, Janet Robinson.

Segundo Carver explicou, o atirador disparou várias vezes em cada uma das vítimas com uma espingarda.

Após o massacre, o jovem Adam Lanza, de somente 20 anos, também tirou sua própria vida. As autoridades ainda não deram sinais sobre os motivos que puderam levar este rapaz "inteligente" e "antissocial", como o definiram que o conhecia, a realizar o massacre, o segundo mais sangrento da história dos EUA, atrás somente do de Virgínia Tech em 2007, onde morreram 33 pessoas.

Alguns funcionários da escola disseram que o jovem teve uma briga com vários membros do pessoal um dia antes, quando tentou entrar, sem sucesso, na escola.

Três das pessoas que o impediram de entrar estão entre as mortas da sexta-feira. O tio do autor, James Champion, que é agente da Polícia estadual de Connecticut, assinalou através de um comunicado que "toda a família está traumatizada".

Além das armas usadas no massacre, todas registradas em nome da mãe do autor, Nancy Lanza, a mulher tinha outras três em sua casa.

Segundo alguns moradores da cidade explicaram, Nancy Lanza era colecionadora de armas e levava seus filhos a treinos de tiro. Seu outro filho, Ryan Lanza, vive em Hoboken (Nova Jersey) e segundo as autoridades não está relacionado com o massacre.

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