Polícia turca usa força para dispersar pessoas concentradas em Ancara
Internacional|Do R7
(Atualiza com declarações de um deputado). Ancara, 2 jun (EFE).- Após um dia de tensa calma em Ancara, a polícia turca tenta dispersar pela força as cerca de 10 mil pessoas que estão concentradas neste domingo em uma praça da capital da Turquia, segundo constatou a Agência Efe. Durante as últimas horas, os agentes tinham se limitado a impedir que os ativistas se aproximassem do escritório do primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, mas, por volta das 14h (de Brasília), avançaram em direção à multidão, empregando gás lacrimogêneo e jatos de água, causando ferimentos em várias pessoas. A situação se tornou ainda mais tensa, com milhares de pessoas tentando resistir à pressão policial, sob um contínuo ir e vir de ambulâncias. Em outros pontos da capital, médicos voluntários montaram pontos de primeiros socorros para atender os feridos e os afetados pela utilização em massa do gás lacrimogêneo. "Há muitos feridos graves e nem todos podem ser atendidos, embora haja médicos voluntários e estudantes de medicina. Os jovens escrevem em seus braços seu grupo sanguíneo como precaução", explicou à Efe Ilhan Cihaner, um deputado do opositor Partido Republicano do Povo. "Venho de um hospital onde está internado um jovem que só respira com o auxílio de aparelhos", acrescentou. "Isto é um movimento popular, que não está coordenado por nenhum partido ou organização, e peço à comunidade internacional que não se esqueça da juventude turca. A atitude do primeiro-ministro está provocando mais violência", denunciou Cihaner. Os manifestantes seguem cantando palavras de ordem para exigir a renúncia do governo, ao qual acusam de empregar métodos ditatoriais. Também em Esmirna, terceira maior cidade turca, e em Adana, no sul de país, foram registrados hoje novos enfrentamentos com a polícia, que, como em Ancara, utilizou abundante material antidistúrbio. Os protestos nestas cidades começaram em solidariedade com as de Istambul, iniciadas na madrugada da sexta-feira após o despejo de um parque público, ameaçado pela especulação urbanística. EFE dt-iut/rsd











