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Polícias do Rio e de SP terão grupo de inteligência para atuar em protestos

Internacional|Do R7

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Brasília, 31 out (EFE).- As forças policiais de São Paulo e Rio de Janeiro terão um grupo conjunto de inteligência para evitar atos de vandalismo em manifestações públicas, anunciou nesta quinta-feira o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. As ações, de acordo com Cardozo, "não terão como alvo os movimentos sociais e sim as pessoas que se organizam com o claro propósito de infringir a lei". O trabalho, em coordenação com os organismos federais de segurança, estará focado nos "abusos" ocorridos nas manifestações e terá um "protocolo" de procedimento unificado por parte das autoridades que intervenham nos protestos para conter manifestações violentas. O protocolo, segundo o ministro, será divulgado à sociedade após uma discussão entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que discutirão as alterações na legislação para evitar os "excessos". O anúncio foi realizado em meio às suspeitas que integrantes da maior organização criminosa do país teriam se infiltrado nas manifestações desta semana na zona norte de São Paulo. Os protestos, com atos de violência como incêndios de ônibus e caminhões e bloqueio da estrada Fernão Dias, que comunica São Paulo com Belo Horizonte, aparentemente foram motivados pela morte, em casos separados, de dois adolescentes pelas mãos da polícia. Cardozo se reuniu em Brasília com os secretários de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, e do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, além dos diretores das Policiais Rodoviária Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). "Já temos um trabalho cotidiano e de rotina de troca de informações. A ideia é estreitar ainda mais esses laços e vamos dialogar inclusive com os movimentos sociais", disse Cardozo. Para o ministro, as organizações que desde junho intensificaram suas reivindicações públicas por diferentes questões sociais "têm interesse em diferenciar-se dos grupos que querem desfigurar sua ação". Grella, no entanto, propôs o aumento da pena para os agressores de policiais em exercício de sua função e para os causadores de danos ao patrimônio público. EFE wgm/rsd

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