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Político turco tira barba após dois anos de estado de emergência

Aytug Atici havia prometido ir ao barbeiro somente quando o decreto do presidente Tayyip Erdogan não estivesse mais em vigor

Internacional|Do R7

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Atici manteve barba como forma de protesto
Atici manteve barba como forma de protesto

Um político turco que se recusou a raspar a barba por dois anos em uma tentativa de protestar contra o estado de emergência ficou de cara limpa na quinta-feira (19) depois que o decreto expirou.

Aytug Atici, ex-parlamentar do Partido Republicano do Povo (PCH), teve sua barba raspada na barbearia do parlamento para celebrar o fim do estado de emergência.


O estado de emergência de dois anos, imposto após o golpe fracassado de 2016, chegou ao fim na quinta-feira, mas os opositores do presidente Recep Tayyip Erdogan dizem que sua nova presidência executiva e uma lei anti-terrorismo o deixam com poderes para sufocar a dissidência.

Desde que o governo de emergência foi declarado, mais de 150.000 funcionários públicos foram exonerados e 77.000 pessoas suspeitas de ligações com a tentativa de golpe foram indiciadas, em uma operação criticada por grupos de direitos humanos e aliados ocidentais da Turquia.


Antes das eleições do mês passado, Erdogan prometeu levantar o estado de emergência se for reeleito. O presidente do parlamento, Binali Yildirim, disse que o governo introduzirá nova legislação antiterrorista e tomará medidas duras contra qualquer ameaça à segurança da Turquia.

Um parlamentar da oposição, Mahmut Tanal, acusou o governo de "enganar as pessoas" mudando o nome do governo de emergência e introduzindo regulamentações mais abrangentes e regras mais duras.


A lei proposta concede aos governadores locais autoridade para limitar o acesso de pessoas específicas a partes de sua província, se suspeitarem que a pessoa irá perturbar a ordem pública. Também permite que as autoridades continuem com as demissões em massa de funcionários públicos e mantenham suspeitos sob custódia por até 12 dias. Também amplia o escopo para proibir manifestações.

Autoridades dizem que a repressão após o fracassado golpe de 2016, atribuído à rede do clérigo radicado nos EUA Fethullah Gülen, a qual o governo chama de FETO, foi crucial para preservar a segurança da Turquia.

Eles dizem que os novos poderes do presidente e a legislação proposta também são necessários para ajudar a enfrentar as ameaças do conflito na vizinha Síria e no Iraque, além de uma insurgência de militantes curdos no sudeste.

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