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Popularidade de Dilma cai de 57% para 30% em função dos protestos

Internacional|Do R7

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(Atualiza com declarações sobre a reação de Dilma). São Paulo, 29 jun (EFE).- A popularidade da presidente Dilma Rousseff caiu 27 pontos, de 57% a 30%, segundo pesquisa feita pelo Datafolha divulgada neste sábado e que já traz os reflexos da onda de protestos pelo país que começou no início do mês. Na pesquisa de março, Dilma tinha 65% de apoio. Outro fator apontado para a queda de sua popularidade, o nível mais baixo de sua gestão, pode ser a alta da inflação. A diferença entre a pesquisa anterior e a divulgada hoje é a maior para um presidente desde 1990, quando Fernando Collor de Mello confiscou a poupança e sua popularidade entre março e junho desse ano passou de 71% para 36% (ainda assim maior do que a de Dilma). O índice de pessoas que consideram a gestão da presidente péssima passou de 9% para 25%, e em uma escala de 0 a 10 a nota média caiu de 7,1 para 5,8, segundo a pesquisa. A redução do índice de popularidade de Dilma, segundo o Datafolha, ocorre em todas as regiões do Brasil, idades, classes sociais e níveis de escolaridade da população. O ministro de Comunicações, Paulo Bernardo, que se reuniu hoje com Dilma no Palácio da Alvorada, declarou aos jornalistas que "a presidente está muito tranquila", embora reconheça que há uma mudança, e que "o remédio para isso é trabalhar bastante". "Já estamos trabalhando para entender mais pontos relativos às mobilizações populares para dar respostas", ressaltou o ministro. No tema específico dos protestos, que começaram em 10 de junho em São Paulo pelo aumento da tarifa de ônibus e depois se estenderam a outras cidades com outras reivindicações sociais, 38% dos consultados consideraram que a atitude de Dilma em relação ao problema foi regular, 30% boa e 26% péssima. A avaliação de sua gestão econômica caiu de 49% a 27%, enquanto a expectativa de que a inflação se mantenha em alta avançou de 51% para 54%, a de aumento do desemprego subiu de 36% para 44% e a do poder de compra do salário desceu de 38% para 27%. Em março, Dilma tinha 65% de apoio, mas à medida que a inflação subia e os juros aumentavam, em um clima de preocupação da classe industrial e das centrais sindicais, a aprovação da presidente começou a declinar. Pela margem de erro de dois pontos percentuais, a popularidade de Dilma igualou a mais baixa atingida por seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que em dezembro de 2005, após o escândalo do Mensalão, obteve uma aprovação de 28%, mas que depois conseguiu se recuperar. Em setembro de 1999, o então presidente Fernando Henrique Cardoso teve sua pior porcentagem de popularidade, com 13%. A pesquisa foi realizada na quinta-feira e na sexta-feira, quando 4.717 eleitores de 196 municípios foram consultados. EFE wgm/fk

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