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Por que o Reino Unido parou de compartilhar informações sobre tráfico de droga com os EUA

Britânicos consideram os ataques no Caribe ilegais e temem que suas informações sejam usadas para direcionar alvos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Reino Unido suspendeu compartilhamento de informações sobre tráfico de drogas com os EUA.
  • A decisão é uma resposta aos ataques aéreos americanos no Caribe, que já deixaram mais de 70 mortos.
  • O governo britânico considera os ataques ilegais e teme que suas informações sejam usadas para direcionar alvos.
  • Canadá também se opõe aos ataques e exigiu que suas informações não fossem usadas como alvos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Operações no Caribe já deixaram mais de 70 mortos desde setembro Reprodução/RECORD NEWS

Em meio às ações dos Estados Unidos contra barcos que supostamente transportam drogas no Caribe, o Reino Unido decidiu suspender o compartilhamento de informações de inteligência. Segundo a CNN, os britânicos não querem ser cúmplices de ataques militares americanos, que acreditam ser ilegais.

Desde o início de setembro, o governo de Donald Trump realiza ataques aéreos na região. As ofensivas já deixaram mais de 70 pessoas mortas.


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Embora as duas potências tenham colaborado durante anos no combate ao narcotráfico no Caribe, o Reino Unido acredita que as ofensivas estão violando o direito internacional e se preocupa que as informações fornecidas por suas bases possam ter sido usadas para “direcionar alvos”.

Fontes próximas ao governo britânico, ouvidas pela CNN, disseram que concordam com as avaliações da ONU, que classificaram os ataques como uma violação grave das leis internacionais. Eles também reforçaram a necessidade que as operações sejam conduzidas como antigamente.


Isso porque, até setembro, os Estados Unidos tratavam os supostos traficantes como criminosos comuns, sujeitos a julgamento. No entanto, o governo Trump passou a considerar integrantes de cartéis como “combatentes inimigos”, autorizando o uso de ataques militares.

O jornal ainda apurou que o Canadá, que colaborava nas operações no Caribe, também não concorda com os ataques militares. O país teria exigido que suas informações de inteligência não fossem usadas para “escolher” embarcações como alvos de ataques letais.

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