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Pesquisa aponta lugar mais seguro na Terra contra uma catástrofe global

Segundo pesquisadores, cenário poderia comprometer plantações, interromper rotas comerciais e, assim, provocar crise alimentar

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo aponta a Austrália como o país mais preparado para enfrentar catástrofes globais, seguida por Argentina, Brasil e Nova Zelândia.
  • Fatores avaliados incluem produção de alimentos, independência comercial, localização geográfica e capacidade de governança.
  • Brasil e Argentina enfrentam desafios devido à desigualdade e instabilidade política, reduzindo a capacidade de resposta.
  • Capacidade de resistência depende de uma combinação de fatores como segurança alimentar, infraestrutura e qualidade da governança.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Estudo analisou cenários como uma guerra nuclear Reprodução/Periscope Film via archive.org

Se uma catástrofe de escala global atingisse a Terra, alguns países teriam mais condições de resistir aos impactos do que outros. É o que aponta um estudo publicado na Live Science que avaliou fatores como produção de alimentos, estrutura industrial, localização geográfica, independência do comércio internacional e capacidade de governança.

A Austrália aparece no topo da lista como o país mais bem preparado para enfrentar um cenário extremo, como uma guerra nuclear, uma grande erupção vulcânica ou o impacto de um asteroide. Na sequência estão Argentina, Brasil e Nova Zelândia.


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Os pesquisadores consideraram como riscos catastróficos aqueles eventos capazes de provocar a morte de mais de 10% da população mundial ao longo de meses ou anos. Entre as ameaças analisadas estão situações que poderiam bloquear a luz solar, destruir estruturas essenciais ou provocar uma crise biológica de grandes proporções.

Um dos principais problemas em um cenário desse tipo seria o abastecimento. Segundo os pesquisadores, uma catástrofe poderia comprometer plantações e interromper as rotas comerciais, provocando uma crise alimentar em diferentes partes do planeta. Por isso, países capazes de produzir boa parte do que consomem teriam uma vantagem importante.


Por que a Austrália aparece no topo

A posição geográfica é um dos fatores que favorecem a Austrália. O país está no Hemisfério Sul e relativamente distante das regiões consideradas mais expostas a um eventual conflito nuclear. Além disso, possui uma produção agrícola relevante, diferentes zonas climáticas e uma estrutura energética considerada significativa pelos pesquisadores.

A localização também pode funcionar como proteção diante de determinados desastres naturais. O estudo aponta que o Hemisfério Sul tem menos vulcões e uma quantidade maior de oceanos, que podem atuar como um amortecedor climático em caso de uma grande erupção vulcânica.


Outro ponto considerado importante é a capacidade de um país continuar funcionando sem depender excessivamente de outros mercados. Uma indústria desenvolvida permite produzir internamente bens que deixariam de ser importados caso o comércio mundial fosse interrompido.

E o Brasil estaria protegido?

O Brasil aparece na terceira posição entre os locais apontados pelo estudo como mais resilientes. A Argentina ficou em segundo lugar, enquanto a Nova Zelândia ocupa a quarta colocação.


Brasil aparece na terceira posição entre os locais apontados pelo estudo como mais resilientes Reprodução/NASA

Apesar disso, os pesquisadores destacam que nenhum desses países estaria completamente protegido diante de uma catástrofe de proporções globais. No caso brasileiro e argentino, o estudo aponta níveis elevados de desigualdade e históricos de instabilidade política como fatores que reduzem a capacidade de resposta a situações extremas.

A governança também é considerada fundamental. Para Florian Ulrich Jehn, um dos autores, países com instituições funcionais e menor desigualdade tendem a ter mais condições de tomar decisões adequadas durante uma crise.

Os Estados Unidos, por outro lado, não aparecem entre os locais mais preparados. O estudo cita a exposição do país a tempestades geomagnéticas e a um eventual conflito nuclear, além de apontar problemas observados durante a pandemia de Covid-19.

Os autores ressaltam, porém, que o objetivo não é indicar um local totalmente seguro. A conclusão central é que a capacidade de resistência dependeria de uma combinação de fatores, como segurança alimentar, infraestrutura, comércio, localização e qualidade da governança.

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