Por unanimidade, STF decide manter pena de José Genoíno
Internacional|Do R7
Brasília, 28 ago (EFE).- O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou por unanimidade nesta quarta-feira a condenação a seis anos e 11 meses de prisão imposta ao deputado federal José Genoíno, então presidente do PT durante o escândalo do mensalão. Genoíno foi um dos 25 políticos e empresários condenados a penas que, somadas, chegam a quase 280 anos de prisão, por corrupção, desvio de recursos públicos e formação de quadrilha. O Supremo começou a analisar há duas semanas as apelações apresentadas pelos condenados e considerou improcedentes praticamente todos os recursos levados pelos advogados de Genoino. O tribunal apenas aceitou um recurso no qual a defesa alegava que o nome de um dos advogados tinha sido escrito incorretamente. "Lamento condenar um homem que participou da resistência à ditadura em um tempo em que isso exigiria abnegação e muitos riscos. Lamento condenar um homem que lutou pela redemocratização", afirmou o magistrado Luis Roberto Barroso ao lembrar o passado de Genoíno como líder estudantil e político. Na mesma audiência, o Supremo rejeitou os recursos apresentados pelo publicitário Marcos Valério, protagonista do escândalo por ter sido o operador da rede que desviava recursos de empresas públicas e os repassava aos partidos políticos. O tribunal manteve a condenação a 40 anos, quatro meses e seis dias de prisão contra Valério por lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas e formação de quadrilha, mas reduziu a multa imposta pelas irregularidades. O publicitário pediu uma redução da multa e alegou que a sentença era contraditória por determinar o valor em R$ 2,7 milhões em alguns parágrafos e em R$ 3,2 milhões em outros. Os magistrados admitiram o erro, o atribuíram à falta de descanso em uma das sessões e fixaram a multa em R$ 3 milhões. Os ministros da corte também negaram por unanimidade um recurso no qual o publicitário pediu a redução da pena por formação de quadrilha em dois terços por supostamente ter colaborado com as investigações. "Marcos Valério tentou criar muitos mais obstáculos ao trabalho dos investigadores do que ajudar com informações", alegou o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa. A corte também confirmou hoje, por unanimidade, a pena a sete anos e dois meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro contra o deputado Pedro Henry, legislador do PP acusado de receber recursos da rede de corrupção. Os defensores do parlamentar solicitavam a absolvição de seu cliente por considerar que os votos dos magistrados foram contraditórios e que os testemunhos foram considerados de forma parcial. Até agora o Supremo analisou os recursos de apelação de 17 dos 25 condenados e rejeitou a grande maioria. EFE cm/cd/rsd











