Poroshenko afirma que conflito na Ucrânia já matou mais de 7 mil pessoas
Internacional|Do R7
Kiev, 8 mai (EFE).- O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, informou nesta sexta-feira que quase sete mil pessoas, entre civis e soldados, morreram em um ano de conflito armado no leste do país, pelo qual culpou a vizinha Rússia. "A política agressiva da nossa vizinha já custou a vida a quase sete mil pessoas. Ao todo, 1.675 militares ucranianos deram a vida pela pátria, por nossa inevitável vitória, porque o bem sempre vence o mal", disse. O líder ucraniano discursou em sessão especial do parlamento ucraniano dedicada ao 70º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial. A sessão também contou com a presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que expressou a solidariedade da comunidade internacional com o povo ucraniano em suas aspirações de manter a soberania e integridade territorial do país. "A ONU é solidária com o povo ucraniano. Nos manifestamos por uma solução pacífica do conflito em Donbass (zona que inclui as regiões rebeldes orientais de Donetsk e Lugansk) e apoiamos a soberania e integridade territorial da Ucrânia", disse Ban. De acordo com o líder da ONU, a "Ucrânia enviou suas tropas de paz a muitos países. Se a Ucrânia pedir ajuda à ONU, será dado auxiliado ao povo e às autoridades ucranianas", disse em aparente apoio ao pedido de Kiev para que sejam mobilizados boinas azuis nos territórios controlados pelas milícias separatistas pró-russas. Por outro lado, Poroshenko acusou a Rússia de monopolizar a vitória sobre a Alemanha de Hitler e ressaltou que a derrota do nazismo não teria sido possível sem o povo ucraniano. "Ninguém tem o direito de monopolizar a vitória sobre o nazismo, e muito menos usá-la para a apologia de sua política imperial. Essa vitória é uma conquista de toda a humanidade, da coalizão antihitleriana e dos povos da União Soviética. Não seria possível vencer a guerra sem os ucranianos", declarou Poroshenko. Ban, que participará amanhã, em Moscou, dos atos pelo Dia da Vitória soviética sobre a Alemanha nazista, aproveitou a visita à capital ucraniana para debater com Poroshenko os caminhos para resolver pacificamente a crise no leste do país. "Falamos com o secretário-geral da ONU sobre os esforços das tropas de paz, que devem contribuir para diminuir a tensão do conflito e estabelecer a paz", disse o presidente ucraniano. A situação no leste da Ucrânia piorou sensivelmente nos últimos dias, nos quais ambos os lados afirmam ter sofrido baixas nos combates. Apesar de vigor no leste da Ucrânia um cessar-fogo estipulado nos Acordos de paz de Minsk desde o dia 15 de fevereiro, Kiev e os separatistas se acusam de violar a cessação das hostilidades. EFE bk-aep-vh/vnm










