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Poroshenko e Biden defendem prosseguimento de diálogo com separatistas

Internacional|Do R7

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Kiev, 21 nov (EFE).- O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, e o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, defenderam nesta sexta-feira a continuação do diálogo com os separatistas pró-Rússia no formato das reuniões de Minsk (Bielorrússia). "Chegamos ao consenso total de que o formato mais aceitável para garantir o processo de paz são as negociações de Minsk, na quais devemos garantir vários pontos fundamentais do plano de paz" assinado na capital bielorrussa, disse Poroshenko em entrevista coletiva conjunta com Biden. O vice-presidente americano exigiu que Moscou cumpra com os acordos de Minsk e advertiu que a Rússia pagará um alto preço se a escalada do conflito no leste da Ucrânia continuar. "Se continuar assim, a Rússia pagará um preço mais alto ainda e ficará isolada. Se a Rússia cumprisse com suas obrigações e respeitasse a soberania e a integridade territorial da Ucrânia, poderíamos falar do futuro das sanções, mas é algo que não ocorreu ainda", recalcou Biden. O americano acrescentou que, ao invés de cumprir com os acordos de Minsk, Moscou empreende "ações ainda mais provocadoras e um descumprimento ainda maior" do documento "assinado pela Rússia". "Trata-se de toda uma série de compromissos, incluindo o cessar-fogo, que são descumpridos", disse o político americano. Poroshenko comentou que outros pontos dos acordos de paz pendentes são a criação de uma zona de segurança na linha de separação entre as posições ucranianas e separatistas, o fechamento da fronteira russo-ucraniana e o início de um processo político para realizar eleições locais nos territórios ocupados pelos sublevados pró-Rússia. O presidente ucraniano assegurou que, por sua vez, Kiev cumpre com todos os compromissos alcançados no Protocolo e o Memorando de Minsk, assinados em setembro. Enquanto Kiev e Washington acusam Moscou de participar diretamente no conflito entre as forças ucranianas e os separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, com provisões de armas e inclusive forças militares, a Rússia insiste que nenhuma de dessas acusações tem nada a ver com a realidade. EFE bk-aep/ff

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