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Portugal: com caminhoneiros em greve, militares abastecem postos

Governo português deu ordem para que os militares interrompessem a greve, de olho nas eleições de outubro, mas recebeu critícas

Internacional|Beatriz Sanz, do R7

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Caminhoneiros pedem melhores salários
Caminhoneiros pedem melhores salários

Nesta terça-feira (13), os militares da GNR (Guarda Nacional Republicana) de Portugal estão conduzindo os caminhões tanque de combustível, minando a greve dos caminhoneiros, que teve início na última segunda-feira (12).

Os caminhões dirigidos pelos militares contavam com escolta e saíram da refinaria de Sines, no litoral sudoeste do país, ontem à noite em direção ao aeroporto de Faro e aos postos de combustível da rede de emergência.


Antes disso, os portugueses estavam tendo que cruzar a fronteira com a Espanha para encontrar combustível.

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A entrada dos militares gerou críticas de aliados ao governo de António Costa. Segundo líderes da esquerda, o primeiro-ministro estaria cerceando o direito à greve.


César Nogueira, presidente da Associação de Profissionais da Guarda, afirmou ao jornal Público de Portugal que alguns militares se recusaram a dirigir os caminhões por não possuir o certificado que os autoriza a conduzir veículos com materiais de risco, como combustível, por exemplo.

São justamente os motoristas desta categoria que estão em greve. As reivindicações dos caminhoneiros são por salários melhores e direitos trabalhistas.


Uma outra greve nesses moldes aconteceu em abril no país e causou prejuízos às induústrias do país.

A preocupação do governo agora é com a temporada turística no país e com as eleições parlamentares que devem acontecer em outubro.

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