Prefeito de Washington atribui falha na segurança a corte de gastos
Internacional|Do R7
Washington, 17 set (EFE).- O prefeito de Washington, Vincent Gray, afirmou nesta terça-feira que as falhas de segurança que facilitaram o tiroteio de ontem, no qual morreram 12 pessoas, ocorreram por causa de cortes no orçamento federal. "Os cortes são para economizar dinheiro do governo federal e assim se investe menos em determinadas tarefas, o que pode colocar a população em perigo", afirmou Gray em entrevista à "CNN". O tiroteio da última segunda-feira, no qual o suposto atirador, identificado como o ex-reservista naval Aaron Alexis, também morreu ocorreu na sede do Comando de Sistemas Navais, o maior dos cinco da Marinha de Guerra americana. A instalação naval, às margens do rio Anacostia, se encontra a menos de dois quilômetros do Congresso dos EUA e a menos de seis da Casa Branca. Segundo as autoridades, Alexis, um terceirizado que trabalhava na área de computação, entrou na base usando o cartão de identificação de outro empregado, e talvez portando uma escopeta que tinha adquirido recentemente na Virgínia. No ataque, ele usou também uma fuzil AR-15 que, segundo as pesquisas iniciais, pode ter sido utilizado para ferir alguma das vítimas. "É incrível como isso pôde ocorrer", disse Gray, que descreveu o Estaleiro Naval como "uma das instalações mais protegidas do país". O desacordo entre o presidente Barack Obama e a maioria republicana na Câmara dos Representantes conduziu, desde março, a cortes automáticos em todas as despesas do governo federal, que afetaram especialmente as Forças Armadas. "Obviamente há 12 pessoas que pagaram o preço por este homem ter entrado na base", acrescentou Gray. Alexis tinha recebido baixa da Reserva Naval, aparentemente por problemas de conduta, e tinha antecedentes criminais por incidentes violentos. Gray acrescentou que teria sido quase impossível que uma pessoa com tais antecedentes se aproximasse de seu escritório. "Absolutamente zero", afirmou. "A averiguação de antecedentes deveria ter sido completa. Não há dúvidas de que se o passado deste homem tivesse sido rapidamente revelado, ele não teria atuado em cargos de confiança". EFE jab-rg/apc/rsd












