Prefeito opositor venezuelano recebe alta médica e é transferido para casa
Internacional|Do R7
Caracas, 30 abr (EFE).- O prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, recebeu alta médica nesta quinta-feira depois de ter sido operado no domingo passado de uma "hérnia inguinal reproduzida" e foi transferido para sua residência onde se manterá sob a condição de detido, segundo constatou a Agência Efe. Minutos antes da transferência, a equipe de imprensa de Ledezma havia informado que o prefeito, que estava hospitalizado no centro assistencial particular de San Román, receberia alta e seria levado "por funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (SEBIN) a sua residência". A Efe esteve presente no momento no qual o prefeito entrou em uma ambulância que deixou a clínica escoltado pelos funcionários do Sebin. Ledezma, que não fez declarações, levantou uma mão e fez o sinal de vitória com dois dedos antes de ingressar na ambulância ao agradecer o apoio de um grupo de simpatizantes que estava nas portas da clínica. Sua esposa, Mitzy Capriles, o acompanhou na ambulância e também não ofereceu detalhes sobre seu estado de saúde ou de quais serão as novas condições da detenção após a operação. No entanto, no domingo passado, após a intervenção cirúrgica, o cirurgião José Elías Mora informou que o estado de saúde do prefeito é bom, mas recomendou uma recuperação em seu domicílio porque "em uma prisão não há condições para evitar uma infecção". Horas antes de ser transferido na madrugada do sábado passado da prisão militar Ramo Verde, próxima a Caracas, à clínica onde foi operado, a procuradoria solicitou ao tribunal que o julga "uma medida cautelar substitutiva de liberdade". Uma vez praticada a intervenção cirúrgica, Ledezma "permanecerá sob prisão domiciliar para garantir sua recuperação", afirma o pedido da procuradoria a favor de Ledezma. Ledezma é identificado com a ala radical da oposição e foi acusado pela procuradoria no último dia 7 de abril por conspirar contra o governo por seu suposto apoio a um grupo que planeja "desestabilizar" o país com ações violentas. EFE nf/rsd











