Premiê da Nova Zelândia diz 'não entender' política de armas nos EUA
Jacinda Ardern anunciou a proibição de armas semiautomáticas de estilo militar e fuzis de assalto dias após o massacre que deixou 50 mortos
Internacional|Carolina Vilela, do R7*

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, declarou que não entende o motivo de os Estados Unidos não terem aprovado uma lei mais rígida sobre armas mesmo após diversos episódios de ataques a mão armada durante uma entrevista feita pela emissora CNN, nesta terça-feira (14).
"A Austrália experimentou um massacre e mudou suas leis. A Nova Zelândia teve sua experiência e mudou suas leis. Para ser honesta, eu não entendo os Estados Unidos", disse Jacinda dias antes de uma cúpula em Paris, organizada por ela e pelo presidente francês, Emmanuel Macron, que recebeu o nome de "O Chamado de de Christchurch". O encontro visa discutir o uso de mídias sociais para atos de terrorismo e acontecerá nesta quarta-feira.
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No dia 15 de março, a Nova Zelândia foi o palco do pior massacre de sua história. Um homem branco de extrema-direita entrou em duas mesquitas armado e deixou 50 mortos e outros 50 feridos. Poucos dias após o massacre, Jacinda Arden anunciou a proibição de armas semiautomáticas de estilo militar e fuzis de assalto.
Segundo a premiê, a cúpula com Macron não tem como objetivo falar sobre regulamentação de mídias sociais e sim "colocar as empresas na mesa". Representantes do Twitter e do Google estarão presentes na reunião.
O CEO do Facebook, Mark Zeckerberg, não estará presente mas, de acordo com a agência de notícias Reuters, Nick Clegg, ex-vice-primeiro-ministro do Reino Unido e atualmente vice-presidente do Facebook para assuntos globais e comunicações, comparecerá à reunião.
*Estagiária do R7 sob supervisão de Ana Luísa Vieira














