Premiê de Israel diz que mensagem dada a Síria será entendida também pelo Irã
Internacional|Do R7
Jerusalém, 11 set (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quarta-feira que a mensagem que a Síria recebe da comunidade internacional para desistir imediatamente de usar armas químicas, "será registrada pelo Irã", já que para ele o regime iraniano, aliado de Damasco, também tomará nota da advertência. "O mundo deve garantir que quem utiliza armamento químico pagará um preço por isso. A mensagem que a Síria receber será muito bem registrada pelo Irã", disse Netanyahu durante cerimônia de graduação de oficiais da Marinha israelense, segundo comunicado do Escritório do Primeiro-Ministro. O governo israelense tem tido cautela nas últimas semanas sobre a crise síria e tem evitado o quanto pode entrar nesse conflito. No entanto, alguns dirigentes israelenses tocaram no assunto e não faltaram comparações entre um ataque liderado pelos Estados Unidos à Síria e um similar no Irã, que tem um programa nuclear considerado uma ameaça por Israel, que quer impedir seu desenvolvimento, inclusive por meios militares. O chefe do executivo israelense reiterou, como vem fazendo desde que se agravou o conflito na Síria por causa do uso de armas químicas contra a população civil pelo regime do presidente sírio, Bashar al Assad, que "Israel pode se defender com grande força. Esta é a base de nossa segurança". As declarações de Netanyahu acontecem em meio aos esforços diplomáticos internacionais de evitar uma intervenção militar limitada dos Estados Unidos na Síria, baseados em uma proposta russa de entrega e controle internacional do arsenal químico sírio. O presidente israelense, Shimon Peres, afirmou hoje que o mundo não pode permanecer calado diante do que acontece na Síria e, embora tenha apoiado os esforços diplomáticos, se mostrou cético sobre a confiabilidade e integridade do regime de Bashar al Assad. "O mundo não pode permanecer em silêncio diante o derramamento de sangue e assassinato de crianças que acontece na Síria. A diplomacia é sempre preferível à guerra, mas a questão principal agora é a integridade, e em particular a do regime sírio", declarou Peres em nota de imprensa de seu escritório. Se o regime sírio "é honesto e adota verdadeiras medidas para destruir armas químicas em seu território, os EUA não atacarão", mas se o governo americano perceber uma fissura nesse sentido, o presidente israelense não tem "dúvidas de que os EUA atuarão militarmente", previu Peres. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, cobrou nesta segunda-feira a cooperação do governo sírio com a comunidade internacional no controle e total destruição de seu arsenal químico para evitar um ataque liderado por Washington. Em resposta, o presidente americano, Barack Obama, qualificou a proposta de "positiva", apesar de advertir que não aceitaria táticas retardatórias de Damasco. Nas últimas semanas Obama e membros de seu gabinete começaram a tomar medidas contra o regime de Al-Assad pelo uso de armas químicas em um ataque contra civis na periferia de Damasco no último dia 21. EFE db/cd













