Premiê francês diz que é impossível eliminar risco de novos ataques terroristas
Manuel Valls afirmou ainda que França vai retaliar “para destruir" grupo Estado Islâmico
Internacional|Do R7, com agências internacionais

O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, disse neste sábado (14) que é impossível garantir que não haverá novos ataques terroristas no País. Na noite de ontem, o País foi alvo de atentados coordenados que deixaram 129 mortos e 352 feridos.
— Não há tal coisa como o risco zero. Em 13 de janeiro, após os ataques de Paris contra o [jornal] Charlie Hebdo, contra os franceses, porque eles eram judeus, contra os funcionários responsáveis pela aplicação da lei, eu disse que estávamos em guerra e que esta guerra seria longa e difícil. Porque estamos em guerra, precisamos esperar tremores secundários. Mas vamos retaliar para destruir o Daesh [grupo Estado Islâmico], para destruir este exército terrorista.
O Estado Islâmico assumiu a autoria dos atentados em Paris e acusou a França de mandar “seus ataques aéreos para a Síria diariamente” e que essas ações “matam crianças e idosos”. O grupo ainda divulgou um vídeo em que convoca seguidores a atacar o país europeu.
Valls garantiu que a França vai manter a intervenção na Síria. As Forças Armadas francesas têm bombardeado alvos do Estado Islâmico naquele país.
A França está desde ontem em alerta máximo. Na capital, Paris, pontos turísticos, museus e alguns estabelecimentos comerciais fecharam as portas. A polícia tem feito buscas em diversos locais. A segurança nas fronteiras terrestres, em estações de trens e em aeroportos foi reforçada.
Desespero: vídeo mostra pessoas tentando fugir de ataque terrorista na França
Os ataques
21h20 – Homem-bomba detona explosivo perto do Stade de France, durante amistoso entre França e Alemanha. O estádio fica ao norte da capital francesa
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21h25 – Atirador dispara contra clientes no restaurante Petit Cambodge e no bar Le Carillon. Quinze pessoas morrem e dez ficam feridas, incluindo dois brasileiros.
21h30 – Homem-bomba detona cinto de explosivos próximo a um portão do Stade de France. Um transeunte morre. O presidente da França, François Hollande, que assistia ao jogo, é retirado do estádio.
21h32 – Um homem abre fogo em direção ao restaurante Casa Nostra, no cruzamento das ruas Fontaine au Roi e Faubourg du Temple, no 11º distrito, matando cinco pessoas e ferindo gravemente outras oito.
21h36 – Terrorista atira em direção ao restaurante La Belle Equipe, na rue de Charonne, e mata 19 pessoas. Nove vítimas ficam gravemente feridas.
21h40 – Grupo armado invade a casa de espetáculos Bataclán durante um show de rock e atira em direção ao público. Ao menos 89 pessoas morrem na hora e centenas são socorridas. Testemunhas dizem que os atiradores faziam diversas referências à Síria e ao Iraque.
21h43 – Terrorista suicida detona explosivos dentro do restaurante La Brasserie Comptoir Voltaire, também no 11º distrito, deixando um ferido grave.
21h53 – Um terceiro suicida detona uma bomba perto do Stade de France.
0h20 – Polícia invade o Bataclán e reféns são libertados. Quatro terroristas morrem.
Também no domingo, a polícia francesa localizou dois carros que teriam sido usados nos ataques de sexta. Dentro de um dos veículos, foram encontrados três fuzis Kalashnikov
Também no domingo, a polícia francesa localizou dois carros que teriam sido usados nos ataques de sexta. Dentro de um dos veículos, foram encontrados três fuzis Kalashnikov





































