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Premiê israelense considera 'inaceitáveis' atividades de espionagem dos EUA contra o país

Israel e Estados Unidos concordaram em evitar se espionar mutuamente em 1985

Internacional|Do R7

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chamou nesta segunda-feira (23) de "inaceitáveis" as escutas das comunicações de seu antecessor Ehud Olmert praticadas pelos serviços de inteligência americanos, reveladas pela imprensa.

"Dadas as relações próximas entre Estados Unidos e Israel, há coisas que não podem ser feitas e que, para nós, são inaceitáveis", disse Netanyahu em uma reunião de deputados de seu partido.


O chefe do governo conservador pediu para "verificar as informações" da imprensa.

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Segundo documentos revelados pelo ex-analista de inteligência Edward Snowden e citados pelo New York Times, a NSA (Agência de Segurança Nacional) espionou entre 2008 e 2011 o então primeiro-ministro israelense Ehud Olmert e a seu ministro de Defesa, Ehud Barak.


O ministro israelense de Inteligência, Yuval Steinitz, já tinha condenado no domingo essa atitude de um país aliado.

"Nós não espionamos o presidente dos Estados Unidos ou a Casa Branca", declarou.


Israel e Estados Unidos concordaram em evitar se espionar mutuamente depois da prisão, em 1985, de Jonathan Pollard, um especialista da Marinha americana que transmitiu a Israel milhares de documentos secretos sobre as atividades de espionagem dos Estados Unidos no mundo árabe.

Pollard foi condenado à prisão perpétua, mas as revelações dos documentos de Snowden reativaram em Israel os pedidos por sua libertação.

Netanyahu recebeu nesta segunda-feira a mulher de Pollard e reiterou "os esforços realizados por Israel" para obter a libertação de seu marido.

Netanyahu afirmou que esses esforços "não estão vinculados aos últimos acontecimentos".

Pollard obteve a nacionalidade israelense em 1995.

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