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Premiê líbio anuncia destituição do chefe de Estado-Maior do Exército

Internacional|Do R7

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Argel, 27 jun (EFE).- O primeiro-ministro líbio, Ali Zidan, anunciou nesta quinta-feira que o chefe do Estado-Maior do Exército, Youssef al Makush, será destituído de seu cargo pelos confrontos entre milícias regulares ocorridos em Trípoli na terça-feira e na quarta desta semana. "A situação requer a nomeação de um novo chefe do Estado-Maior do Exército", disse Zidan, segundo a agência de notícias oficial líbia, WAL. Nos enfrentamentos, nos quais estiveram envolvidas milícias da cidade de Zintan, dependentes do Ministério da Defesa, e milícias de Trípoli, que respondem às ordens do Ministério do Interior e do Estado-Maior das Forças Armadas, pelo menos dez pessoas morreram e 117 ficaram feridas. Zidan, que lamentou os incidentes, culpou a "proliferação de armas em diversas regiões do país" pelo ocorrido. Além disso, afirmou que o Conselho Nacional Geral (Parlamento) e o Governo interino tomaram medidas para fechar todos os quartéis dependentes do Ministério da Defesa que se encontram em Trípoli e transferi-los para fora da cidade. Os incidentes começaram na terça-feira, quando milícias regulares da cidade líbia de Zintan atacaram a sede das forças encarregadas da vigilância das instalações de hidrocarbonetos no bairro de Salah al Din. Os milicianos protestavam por uma suposta decisão das autoridades de ceder a vigilância das fábricas do sul do país, atualmente controladas por brigadas de Zintan, a milícias das etnias tabu e tuaregue, que vivem na Líbia meridional. Os confrontos ocorreram novamente ontem, quando as milícias de Zintan atacaram dois quartéis de brigadas do bairro de Abu Salim, em Trípoli. O segundo ataque aconteceu, aparentemente, em represália pela participação das duas brigadas de Abu Salim nos choques do dia anterior. O desarmamento das milícias e sua integração nas forças de segurança e na vida civil é uma das prioridades do Governo líbio, que, quase dois anos depois da queda do regime de Muammar Kadafi, ainda se vê incapaz de estender sua autoridade a todo o território. EFE jfu/dr

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