Premiê líbio é solto após ser capturado por ex-rebeldes
Internacional|Do R7
Por Ghaith Shennib Ulf Laessing
TRÍPOLI, 10 Out (Reuters) - Ex-rebeldes armados libertaram na quinta-feira o primeiro-ministro da Líbia, Ali Zeidan, que havia passado horas como refém numa represália pela ação militar norte-americana que resultou na prisão de um dirigente da Al Qaeda em Trípoli, segundo autoridades.
"O primeiro-ministro foi solto", confirmou uma fonte governamental. Uma fonte de segurança também disse que Zeidan foi libertado.
Um jornalista da Reuters no lado de fora do Ministério do Interior, onde o premiê foi mantido como refém por milicianos ligados ao governo, disse que pessoas que exigiam a libertação dele chegaram a fazer disparos com armas. Zeidan foi capturado ao alvorecer em um hotel de luxo onde vive sob segurança reforçada. O sequestro durou cerca de seis horas
Dois anos depois da revolução que derrubou o ditador Muammar Gaddafi, a Líbia continua caótica. Seu vulnerável governo central e as incipientes Forças Armadas lutam para conter milícias tribais rivais e militantes islâmicos que controlam parte do país.
A milícia, que havia sido contratada pelo governo para garantir a segurança em Trípoli, disse ter "prendido" Zeidan depois de o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, declarar que o governo líbio havia se envolvido na operação militar norte-americana que resultou na captura do militante Abu Anas al Liby.
Depois da captura de Liby, Zeidan negou que o governo líbio tivesse sido informado de antemão da operação sigilosa. Nesta semana, militantes islâmicos divulgaram nota defendendo retaliações contra alvos ocidentais e criticando Zeidan por ter permitido a operação.
O analista Geoff Porter, da consultoria North Africa Risk, disse que o sequestro de Zaeidan "indica claramente que seu governo não é coeso, e que não só seu governo não controla o país como ele não controla o seu governo".
Antes de Zeidan ser libertado, um funcionário do departamento de combate ao crime do Ministério do Interior disse à agência estatal de notícias que Zeidan, um ex-diplomata que atuou no exílio contra o regime de Gaddafi, estava sendo mantido no local e recebia bom tratamento.
(Reportagem adicional de Yara Bayoumy no Cairo)











