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Premiê turco Erdogan vê envolvimento de Israel em destituição no Egito

Internacional|Do R7

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MOSCOU, 20 Ago (Reuters) - O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, acusou Israel nesta terça-feira de envolvimento na derrubada pelos militares do presidente egípcio Mohamed Mursi e fez comentários que podem prejudicar ainda mais os esforços para restaurar os laços tensos entre Ancara e Israel.

Erdogan, que se tornou um dos mais ferozes críticos da remoção do líder islâmico, no mês passado, também disse temer que "regimes autocráticos" se enraízem, caso o Ocidente não respeite os resultados das eleições.


Quase 900 pessoas morreram na semana passada, quando o governo egípcio reprimiu os apoiadores de Mursi, da Irmandade Muçulmana, que querem que o primeiro presidente eleito livremente no país seja restituído.

"O que dizem no Egito? Democracia não é a urna. O que está por trás disso? Israel. Temos documentos em mãos", disse Erdogan aos líderes provinciais de seu partido AK.


O Ministério das Relações Exteriores de Israel recusou-se a responder a alegação de Erdogan. "Esta é uma declaração que não vale a pena comentar", disse o porta-voz do ministério, Yigal Palmor.

Mursi foi o mais proeminente islâmico a ganhar o poder pelas urnas após as revoltas da Primavera Árabe em 2011 e governou por um ano, até sua remoção em 3 de julho. O partido AK, de Erdogan, que venceu as últimas três eleições gerais turcas, traça as suas raízes a um banido movimento islâmico.


Erdogan não disse qual a documentação que tinha, mas se refere aos comentários feitos por um ministro israelense antes das eleições parlamentares egípcias, realizadas após uma revolta popular expulsar o presidente Hosni Mubarak do poder.

"Antes das eleições de 2011, durante uma sessão na França, o ministro da Justiça e um intelectual da França - ele é judeu também - usaram exatamente o seguinte comentário: 'Mesmo que a Irmandade Muçulmana vença as eleições, eles não vão ganhar, porque a democracia não é a urna'", disse Erdogan.


"Isso é exatamente o que aconteceu", disse ele no pronunciamento transmitido ao vivo pela emissora estatal TRT, sem nomear o ministro ou o intelectual francês.

(Reportagem de Daren Butler)

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