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Presidente de Congresso dos EUA insiste em negociar aumento de dívida

Internacional|Do R7

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Washington, 8 out (EFE).- O presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, John Boehner, disse nesta terça-feira que o aumento do teto de endividamento do país deve estar vinculado a uma negociação sobre a redução do gasto público, mesmo que o presidente Barack Obama já tenha se pronunciado contra essa vinculação. Boehner defendeu a legitimidade de condicionar uma coisa à outra e lembrou que há dezenas de precedentes neste tipo de negociação na história dos EUA, mesmo que o país possa cair em moratória caso o teto não seja elevado até 17 de outubro. "Não podemos aumentar o teto de endividamento sem fazer algo sobre as causas que nos estão levando a tomar mais dinheiro emprestado e viver acima de nossas possibilidades", disse Boehner em entrevista coletiva no Capitólio. Já Obama insistiu hoje que o aumento do limite da dívida não é negociável e que o Congresso o deve aprovar incondicionalmente adendos ao orçamento para evitar uma "catastrófica" moratória. A negociação com os republicanos, disse Obama, só vai acontecer quando forem retiradas as ameaças e a administração pública reaberta. O presidente da Câmara rebateu que Obama procura uma "rendição incondicional" dos republicanos, e afirmou: "esse não é o modo o governo funciona". Boehner garantiu que o aumento do teto de dívida já foi utilizado antes para conseguir compromissos sobre o orçamento. Neste caso os republicanos querem que se traduzam em menor gasto público e um novo pacto fiscal. "Eu não vim aqui fechar o governo e muito menos suspender pagamentos, mas quando se trata do teto de dívida, nos últimos 40 anos, em 27 ocasiões o aumento foi barganhado para decidir mudanças nas políticas", indicou Boehner. EFE jmr/cd

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