Presidente do Quênia perde familiares no ataque em Nairóbi
Internacional|Do R7
Nairóbi, 21 set (EFE).- O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, disse que o número de mortos no ataque da milícia islâmica radical Al Shabab a um centro comercial em Nairóbi aumentou para 39 e que entre as vítimas se encontram alguns de seus próprios familiares. "Eu mesmo perdi membros da minha família no ataque", afirmou em um discurso dirigido à nação. Apesar disso, presidente garantiu que o Quênia "vencerá" seus inimigos como fez em ocasiões anteriores. Kenyatta informou ainda que há 150 feridos confirmados até o momento. O número de vítimas, no entanto, deve aumentar, pois um grande número de pessoas estava no momento do ataque no centro comercial Westgate, um dos mais luxuosos e movimentados de Nairóbi. O ataque foi assumido pela milícia radical islâmica somali Al Shabab, que afirma ter matado "mais de cem" pessoas em represália pela presença de militares do Quênia na missão da ONU na Somália. "As forças de segurança estão liderando uma resposta multilateral a este ataque", disse o presidente. O objetivo prioritário desta ação será neutralizar os agressores, recuperar Westgate e salvar a vida das pessoas inocentes envolvidas no ataque, explicou. "Quero deixar claro que capturaremos os autores onde estiverem, vamos pegá-los e os puniremos por esse crime horrível", garantiu Kenyatta. O governante afirmou que seu Executivo "está preparado para defender a nação de uma agressão interna e externa". Na opinião do líder, "um país aberto e unido é uma ameaça aos autores do mal em todas partes". Kenyatta lembrou que o país já sofreu "ataques terroristas antes", mas disse que seus autores foram combatidos e vencidos dentro e fora das fronteiras do país. "Vamos vencê-los outra vez", assegurou. "O terrorismo é a filosofia dos covardes", criticou. Kenyatta se comprometeu a ajudar as centenas de feridos no ataque a "retornar à vida normal o mais breve possível". Kenyatta pediu que os quenianos doem sangue nos hospitais e divulguem as informações que tenham sobre a ação. Por último, pediu que os cidadãos continuem "ajudando e rezando". Desde outubro de 2011, quando o exército do Quênia entrou na Somália como resposta a uma onda de sequestros supostamente obra da Al Shabab em território queniano, os radicais islâmicos ameaçaram se vingar. Desde então, foram registrados dezenas de ataques em zonas fronteiriças com a Somália, na cidade portuária de Mombaça e em Nairóbi que deixaram mais de cem vítimas até o momento. EFE nbi/dk













