Presidente do Sri Lanka nomeia novo chefe de polícia após ataques
Suspeita é de que oficial não compartilhou relatórios que alertavam sobre os atentados que deixaram 253 mortos na ilha há uma semana
Internacional|Da EFE

O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, designou nesta segunda-feira (30) um novo chefe de polícia, depois que Pujitha Jayasundara foi demitido por, supostamente, não ter compartilhado os relatórios que alertavam sobre os atentados que deixaram 253 mortos na ilha há uma semana.
O oficial C. Sr. Wikremerantne, que até agora tinha ocupado o posto de segundo no comando das forças policiais, foi designado novo Inspetor Geral de Polícia (IGP), informou o escritório da presidência através de um comunicado.
Após os atentados, Sirisena pediu a demissão de Jayasundara e do secretário de Defesa, Hemasiri Fernando, depois que foi revelado que os organismos de segurança receberam antecipadamente informações sobre a série de atentados que atingiram o país.
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Segundo esta versão, foram descumpridos os protocolos para levar a informação ao nível mais alto, razão pela qual as autoridades admitiram não ter agido oportunamente.
Fernando apresentou sua demissão na quinta-feira (25) assegurando que abandonava o cargo para facilitar as investigações apesar de, disse, ter divulgado "sistematicamente a informação de inteligência recebida sobre os ataques aos funcionários e departamentos competentes" e ter cumprido com seu "dever".
Os brutais atentados foram cometidos por pelo menos nove suicidas que levavam potentes explosivos, vinculados a organizações extremistas locais e reivindicadas pelo grupo jihadista Daesh (também conhecido como Estado Islâmico).
Desde então, foram encontrados e desativados vários artefatos explosivos em distintos lugares da cidade.
Nestas investigações, morreram pelo menos 16 pessoas, foram detidas outras 150 e expropriadas grandes somas de dinheiro e armas.
Há exatamente uma semana, uma série de bombardeios deixou mais de 200 mortos e 500 feridos no Sri Lanka. Os atentados tiveram hotéis e igrejas como alvos principais e os investigadores apontam que os terroristas agiram por motivos religiosos. No país, ...
Há exatamente uma semana, uma série de bombardeios deixou mais de 200 mortos e 500 feridos no Sri Lanka. Os atentados tiveram hotéis e igrejas como alvos principais e os investigadores apontam que os terroristas agiram por motivos religiosos. No país, 70,2% da população é formada por budistas. Outros 12,6% são hindus e 9,7% são muçulmanos. Os cristãos representam pouco mais de 7% da população e a organização Open Doors, que acompanha a situação de cristãos perseguidos pelo mundo, classifica o Sri Lanka como o 46º pior país para ser cristão em uma lista de 50

























