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Presidente do Sudão do Sul decreta cessar-fogo e oferece anistia a opositores

Internacional|Do R7

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Juba, 25 fev (EFE).- O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, decretou nesta quarta-feira de maneira unilateral um cessar-fogo para o conflito que envolve as forças governamentais e os rebeldes liderados pelo ex-vice-presidente Riek Mashar desde dezembro de 2013, informou a televisão oficial. Além disso, o presidente ofereceu uma anistia para todos os rebeldes que abandonem suas armas e se apresentem nas instituições governamentais mais próximas. O decreto também permite o retorno dos opositores conhecidos como o Grupo dos Dez e, além disso, as sanções que pesavam sobre eles, como o bloqueio de suas contas no país, foram retiradas. O governo garantiu ainda proteção para os rebeldes retornarem ao Sudão do Sul. Alternativamente, os opositores poderão escolher ser protegidos pelas forças etíopes, ruandesas ou quenianas que fazem parte da missão da ONU para o Sudão do Sul. O Grupo dos Dez é composto por integrantes da direção do partido opositor MPLS-N e ex-ministros do governo que foram detidos e julgados acusados de participar do que o governo chamou de um golpe de Estado fracassado, cometido em dezembro de 2013. Após o julgamento e sob mediação do presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, sete deles foram libertados e se refugiaram neste país. O governo, o grupo dos presos políticos e o rebelde Movimento Popular para a Liberação do Sudão/Setor Norte (MPLS-N) -cujo braço armado é comandado por Machar- definiram na semana passada uma agenda para implementar o acordo assinado em 21 de janeiro na cidade de Arusha (Tanzânia). O acordo inclui a reunificação do governante Movimento Popular para a Libertação do Sudão (MPLS) e o MPLS-N, a proteção do grupo dos presos e a participação dos rebeldes nas reuniões de três lados na capital Juba. A vice-secretária-geral do governante MPLS, Anne Eto'o, afirmou ontem em entrevista coletiva que tinha sido feito um grande avanço na implementação do pacto de Arusha e que os opositores presos voltarão a Juba o mais rápido possível. EFE asm-jfu-em/dk

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