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Presidentes da A.Latina e Caribe rejeitam sanções de EUA contra Venezuela

Internacional|Do R7

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Giovanna Ferullo. Cidade do Panamá, 11 abr (EFE).- Presidentes da América Latina e do Caribe expressaram neste sábado, durante a 7ª Cúpula das Américas, sua rejeição às medidas executivas dos Estados Unidos contra a Venezuela, e alguns alertaram que a tensão entre ambos os países turva a nova era diplomática que, "felizmente", o continente iniciou. A inédita presença de Cuba na reunião, que teve sua primeira edição em 1994 por iniciativa de Washington, foi tema de todos os discursos dos governantes, que concordaram em que a mesma abriu uma nova era para a diplomacia da região. "O cenário continental mudou, felizmente", disse o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, assinalando que a aproximação entre EUA e Cuba "abre um promissor, mas exigente panorama para ambos e para o sistema interamericano". Vázquez foi um dos muitos presidentes que durante seu discurso se referiu também ao conflito diplomático entre os governos do presidente americano, Barack Obama, e venezuelano, Nicolás Maduro, que impediu que a 7ª Cúpula das Américas terminou com um documento de consenso. A intenção do governo venezuelano que no documento se incluísse um parágrafo sobre as sanções que os EUA aplicaram a sete funcionários venezuelanos e o decreto que declarou a Venezuela uma "ameaça", propiciou a falta de consenso. O respeito ao direito internacional e ao princípio de não ingerência nos assuntos internos, foram os principais argumentos defendidos pelos líderes para rejeitar as sanções americanas contra a Venezuela. Em seu histórico primeiro discurso em uma cúpula das Américas, o presidente de Cuba, Raúl Castro, expressou que sua aliada "Venezuela não é nem pode ser uma ameaça para a segurança nacional de uma superpotência como os Estados Unidos", e que era "positivo que o presidente americano, Barack Obama, o tenha reconhecido". O presidente da Bolívia, Evo Morales, que pronunciou o discurso mais beligerante contra os EUA, se queixou abertamente que o veto de dois países - Estados Unidos e Canadá - impediu a assinatura de um documento que recolhia a rejeição de "33 países a um decreto que ameaça não somente a Venezuela, mas toda a América Latina e o Caribe". A presidente Dilma Rousseff expressou a seus colegas que "o bom momento das relações na região já não admite medidas unilaterais de isolamento", antes de expressar sua rejeição às "sanções contra a Venezuela. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, confessou que quando escutou sobre a decisão americana de declarar uma "ameaça" à Venezuela pensou "que era um erro". "Dizia o general Perón que se volta de qualquer lugar menos do ridículo", expressou Cristina, após rotular de "injustiça" a medida americana e pedir "que esse decreto seja deixado de lado". O presidente do Equador, Rafael Correa, asseverou que a "ordem executiva" contra a Venezuela "viola flagrantemente" o Direito Internacional e a Carta da Organização dos Estados Americanos (OEA), e que a região exige que seja derrogada. EFE gf/ma (foto)

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