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Preso, prefeito de Caracas pede avaliação de via para renúncia de Maduro

Internacional|Do R7

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Caracas, 24 fev (EFE).- O prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, preso e acusado de conspirar contra o governo da Venezuela, pediu à oposição do país que avalie a via para pedir a renúncia do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. "Peço que discutam na MUD (Mesa da Unidade Democrática) a tese constitucional de solicitar a renúncia de Maduro, porque essa via é contrária a um 'golpe militar'", pediu o prefeito opositor em carta escrita no domingo passado desde a prisão e que foi divulgada hoje por sua esposa. "Se de verdade querem prestar solidariedade, sigam consolidando a unidade crível, coerente, franca (...) Deixemos de lado as ambições porque não é momento de rancores e ódios", continua o texto. Ledezma, de 59 anos, foi acusado de conspiração e formação de quadrilha depois de ser vinculado com um suposto plano golpista junto a outros opositores e permanece detido na prisão militar de Ramo Verde, o mesmo centro onde estão presos há mais de um ano Leopoldo López e o ex-prefeito Daniel Ceballos. "Assumo como uma honra estar preso nesta cela que limita meu corpo, mas deixa livre meu espírito de luta, que não se perde no dilema de escolher entre o fácil ou o caminho difícil, porque minha consciência me indica que sigo o rumo correto", disse. O prefeito assegurou que se encontra "preparado mentalmente e espiritualmente" para as "infâmias e as penúrias pelo fato de estar preso injustamente", mas esta não é hora, disse, "de vacilar e nem de fazer cálculos do que 'pode acontecer'". "Não peço clemência, simplesmente, solidariedade oportuna para salvar a democracia em risco de desaparecer", acrescentou. O político que, afirmou, conserva seu ânimo, pediu também à oposição venezuelana que "siga lutando na rua, civicamente com a constituição na mão e com a razão",e além disso, se preparar para as eleições parlamentares previstas no país para o final deste ano. "Eles têm as armas, nós as ideias para unir os venezuelanos", somou. A detenção de Ledezma foi rejeitada pelos dirigentes da plataforma opositora MUD, que pediram à Organização dos Estados Americanos (OEA) que convoque "de maneira urgente" os chanceleres e chefes de Estado para avaliar a situação da Venezuela. Apesar de ser apontado na semana passada como parte ativa dentro de um suposto plano de golpe de Estado já desativado, a procuradoria informou que a detenção fei feita em relação com seu suposto vínculo com jovens venezuelanos presos após sua expulsão da Colômbia em setembro e acusados de conspiração para uma rebelião pouco depois. EFE igr/ff

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