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Presos na Turquia 12 radicais islâmicos com gás sarin

Jornais turcos citam fontes policiais anônimas e ainda não há confirmação oficial da apreensão do material químico por parte das autoridades 

Internacional|Do R7

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Uma mulher chora na cena de um dos locais de explosão, depois de vários ataques que mataram 53 pessoas em Reyhanli, perto da fronteira da Turquia com a Síria, no último dia 11 de maio
Uma mulher chora na cena de um dos locais de explosão, depois de vários ataques que mataram 53 pessoas em Reyhanli, perto da fronteira da Turquia com a Síria, no último dia 11 de maio

Foram detidos na Turquia 12 supostos membros do grupo islamita radical sírio Frente al Nusra, ligado à Al Qaeda, em posse de dois quilos de gás sarin, publicou nesta quinta-feira (30) três jornais turcos. As prisões, realizadas por unidades turcas de inteligência e antiterrorismo, ocorreram na terça-feira (28) na província de Adana.

Os jornais citam fontes policiais anônimas e até agora não há uma confirmação oficial da apreensão do material químico por parte das autoridades turcas. Segundo o jornal Zaman, os detidos explicaram à polícia que pretendiam transferir o material para a Síria, enquanto o Taraf informou que os suspeitos foram detidos três dias antes de cometer um ataque.


Em 10 de abril, a Frente al Nusra, que combate o regime sírio de Bashar al Assad, assegurou que é leal à rede terrorista Al Qaeda e ao seu líder, Ayman al-Zawahiri. As forças de segurança turcas intensificaram sua atividade nas últimas semanas depois do duplo atentado com carro-bomba perpetrado na cidade de Reyhanli, na fronteira com a Síria, que matou 53 pessoas em 11 de maio.

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O governo turco acusou o regime de Assad de estar por trás do ataque, algo negado por Damasco. O gás sarin é considerado pelas Nações Unidas uma arma de destruição em massa desde 1991 e tanto o regime de Assad como a oposição se acusam de ter utilizado a substância durante o conflito na Síria.


No início de maio, a magistrada suíça Carla del Ponte, membro da comissão especial criada pela ONU para investigar os crimes perpetrados durante a guerra civil na Síria, afirmou que reuniu informações que apontam que grupos rebeldes podem ter usado armas químicas no conflito.

— Dispomos de testemunhas sobre a utilização de armas químicas, e em particular de gás sarin. Não por parte do governo, mas dos opositores.


A oposição turca acusa o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan de financiar e treinar membros da oposição síria, entre os quais poderiam estar radicais islâmicos. 

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