Presos na Turquia 12 radicais islâmicos com gás sarin
Jornais turcos citam fontes policiais anônimas e ainda não há confirmação oficial da apreensão do material químico por parte das autoridades
Internacional|Do R7

Foram detidos na Turquia 12 supostos membros do grupo islamita radical sírio Frente al Nusra, ligado à Al Qaeda, em posse de dois quilos de gás sarin, publicou nesta quinta-feira (30) três jornais turcos. As prisões, realizadas por unidades turcas de inteligência e antiterrorismo, ocorreram na terça-feira (28) na província de Adana.
Os jornais citam fontes policiais anônimas e até agora não há uma confirmação oficial da apreensão do material químico por parte das autoridades turcas. Segundo o jornal Zaman, os detidos explicaram à polícia que pretendiam transferir o material para a Síria, enquanto o Taraf informou que os suspeitos foram detidos três dias antes de cometer um ataque.
Em 10 de abril, a Frente al Nusra, que combate o regime sírio de Bashar al Assad, assegurou que é leal à rede terrorista Al Qaeda e ao seu líder, Ayman al-Zawahiri. As forças de segurança turcas intensificaram sua atividade nas últimas semanas depois do duplo atentado com carro-bomba perpetrado na cidade de Reyhanli, na fronteira com a Síria, que matou 53 pessoas em 11 de maio.
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O governo turco acusou o regime de Assad de estar por trás do ataque, algo negado por Damasco. O gás sarin é considerado pelas Nações Unidas uma arma de destruição em massa desde 1991 e tanto o regime de Assad como a oposição se acusam de ter utilizado a substância durante o conflito na Síria.
No início de maio, a magistrada suíça Carla del Ponte, membro da comissão especial criada pela ONU para investigar os crimes perpetrados durante a guerra civil na Síria, afirmou que reuniu informações que apontam que grupos rebeldes podem ter usado armas químicas no conflito.
— Dispomos de testemunhas sobre a utilização de armas químicas, e em particular de gás sarin. Não por parte do governo, mas dos opositores.
A oposição turca acusa o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan de financiar e treinar membros da oposição síria, entre os quais poderiam estar radicais islâmicos.
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