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Primeiro-ministro da Etiópia renuncia, em ato inesperado

Hailemariam Desalegn fez o anúncio pela TV e deve continuar no cargo até que um sucessor seja indicado pelo Parlamento etíope

Internacional|Beatriz Sanz, do R7 com agências internacionais

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A Etiópia vive sob uma onda de protestos
A Etiópia vive sob uma onda de protestos

O primeiro-ministro da Etiópia, Hailemariam Desalegn renunciou ao cargo nesta quinta-feira (15), uma atitude, considerada inesperada, apesar dos problemas internos que o país enfrenta. Ele também vai se afastar da liderança do partido governista.

A renúncia foi anunciada em um pronunciamento na televisão, onde Desalegn afirmou que sua saída é “vital na tentativa de realizar reformas que levem a uma paz e democracia sustentáveis”.


Os principais conflitos da Etiópia acontecem nas regiões de Oromia e Amhara, ocupada por grupos étnicos diferentes.

Segundo a BBC, desde 2015, o país enfrenta protestos pedindo reformas políticas e econômicas, além do fim da corrupção. Opositores ao governo foram presos, mas não foi o suficiente para desmobilizar a população.


Nas últimas semanas, manifestações massivas, inclusive com bloqueios de estradas, levaram o governo a decidir pela libertação em massa de diversos opositores — entre eles, o principal líder da oposição, Bekele Gerba,secretário-geral do Congresso Federalista Oromo (OFC).

Hailemariam ocupava o cargo desde 2012, quando o primeiro-ministro anterior Meles Zenawi morreu. Em seu pronunciamento, ele deixou claro que continuará como líder do país até que o Parlamento aceite sua renúncia e nomeie um sucessor.

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