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Primeiro-ministro do Iraque diz que não haverá "governo de coalizão nacional"

Internacional|Do R7

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Bagdá, 27 jun (EFE).- O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, garantiu nesta sexta-feira que não haverá "um governo de coalizão nacional", mas que um será formado a partir dos resultados das eleições "democráticas" realizadas em abril deste ano. Em discurso feito depois de se reunir com líderes militares em Bagdá, al- Maliki assinalou que formar um governo de coalizão nacional "iria contra a vontade do povo" já que, segundo sua opinião, devem formar o novo executivo que ganhou nas eleições legislativas. O processo para nomear o novo governo iraquiano começará na próxima terça-feira, data em que foi convocada a primeira reunião do parlamento, na qual está prevista a eleição de seu presidente e na qual poderia ser nomeado também o novo chefe do Estado, que substituirá o curdo Jalal Talabani. Uma vez eleito o novo presidente da República, este deve chamar à coalizão que alcançou o maior número de votos nas legislativas, o Estado de Direito - liderado por al-Maliki -, para que apresente um candidato a ser nomeado novo chefe de governo. Caso não consiga um acordo, a sessão do parlamento ficará aberta até que se alcance um consenso político. Sobre isso, o primeiro-ministro destacou que a oposição "fracassou em dificultar as eleições legislativas" e agora "tenta impedir" a realização da primeira sessão do parlamento. A máxima autoridade xiita no Iraque, o aiatolá Ali al-Sistani, pediu hoje que os líderes iraquianos alcancem um acordo para escolher os dirigentes do país antes da próximo terça-feira. Por outro lado, al-Maliki disse que é preciso castigar qualquer soldado, voluntário ou policial que não cumpra com seu dever de proteger o país. Ele também destacou que "vai deter qualquer pessoa" que ataque cidadãos por sua religião, seita ou convicção "para evitar a formação de milícias". al-Maliki assinalou ainda que o exército superou "o trauma" e recuperou sua iniciativa, estabilidade e ordem para fazer frente ao terrorismo enfrentado no Iraque. O Iraque se encontra imerso em uma grave crise suscitada pelo avanço de grupos insurgentes liderados pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que no último dia 10 fizeram o controle de Mossul, a segunda maior cidade do país, e de lá progrediram para outras regiões do Norte e o Centro. EFE ah-mf/cdr

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