Primeiro-ministro sírio sai ileso de atentado
Internacional|Do R7
O primeiro-ministro sírio, Wael al-Halaqi, saiu ileso nesta segunda-feira de um atentado em Damasco, o primeiro contra um líder de alto escalão desde julho de 2012, quando quatro funcionários do regime do presidente Bashar al-Assad foram assassinados.
Já a França afirmou nesta segunda-feira que não tinha certeza sobre a utilização de armas químicas na Síria, depois que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha afirmaram que tinham indícios de sua utilização pelo regime sírio.
Na capital do país, a televisão oficial Al-Ikhbariya anunciou que o primeiro-ministro saiu ileso de um atentado contra o comboio de automóveis no qual se deslocava ocorrido no bairro de Mazzé, rigorosamente vigiado pelas forças de segurança.
No bairro de Mazzeh, situado no centro-leste da capital síria, encontram-se diversas embaixadas, edifícios governamentais e a sede dos serviços de espionagem.
O Al-Ikhbariya divulgou após o atentado imagens de Halaqi em uma reunião de trabalho, o que prova que se encontra são e salvo, e citou declarações suas.
O atentado "é uma prova do desânimo e desespero dos grupos terroristas diante dos êxitos do exército sírio" no conflito.
Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), o motorista do automóvel do primeiro-ministro morreu, assim como um segurança.
A carga explosiva foi ativada por controle remoto, indicou a fonte.
Um fotógrafo da AFP observou no local do atentado vários veículos queimados, entre eles um ônibus, e vários automóveis estacionados com as janelas quebradas. Os serviços de segurança isolaram a região.
"Caminhava pela rua quando ocorreu uma forte explosão. Vi um carro se incendiar e as pessoas que corriam", disse um jovem à AFP.
"Busquei um local para me proteger porque temia que ocorresse outra explosão", acrescentou.
Al Halaqi foi nomeado no dia 9 de agosto de 2012 substituindo o primeiro-ministro Riad Hijab, que abandonou o regime em protesto pela repressão da rebelião popular que começou em março de 2011.
No dia 18 de julho de 2012, quatro funcionários de alto escalão dos serviços de segurança, entre eles o cunhado de Assad, morreram em um atentado contra o edifício da segurança nacional no centro da capital e reivindicado pela rebelião.
Por sua vez, a França assumiu nesta segunda-feira uma posição um pouco diferente da demonstrada por Estados Unidos e Grã-Bretanha em relação à utilização de armas químicas contra a população.
"Não temos certeza. Há índices que foram fornecidos pelos ingleses e pelos americanos. Estamos verificando isso", afirmou o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius.
França e Grã-Bretanha pediram que as Nações Unidas abram uma investigação sobre o tema.
A Rússia, uma das poucas potências que apoia Assad, advertiu sobre o risco de que se repita na Síria o que ocorreu no Iraque, onde os Estados Unidos invadiram em 2003 invocando a existência de armas de destruição em massa que nunca foram encontradas.
O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, questionou o chamado lançado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para que o governo sírio autorize uma equipe da ONU a investigar a utilização de armas químicas.
Trata-se de uma "prática análoga à utilizada no Iraque", sustentou.
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