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Primeiro-ministro somali é destituído após perder confiança do Parlamento

Internacional|Do R7

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Nairóbi, 2 dez (EFE).- O primeiro-ministro da Somália, Adbi Darah Shirdon, foi destituído nesta segunda-feira ao perder o voto de confiança no Parlamento, que o castigou por sua má gestão no período em que ocupou o cargo, pouco mais de um ano. A liderança do frágil Governo somali ficará vaga durante semanas, o que causa mais incerteza sobre a situação de um país imerso em conflito. Um total de 184 parlamentares, dos 249 que integram a câmara, votaram a favor da destituição de Shirdon do Executivo, depois que o presidente do país, Hassan Sheikh Mohamud, pediu que renunciasse, informou o portal de notícias "Harar24". O até agora primeiro-ministro acusou hoje os membros do Governo de ter impulsionado a moção de censura. "Alguns membros do Governo, na busca de seus próprios interesses e não do interesse da nação, estão por trás desta moção", denunciou. O representante especial da ONU para a Somália, Nicholas Kay, elogiou o "trabalho duro" de Shirdon, apesar de avaliar que esta decisão parlamentar sem precedentes foi adotada de acordo com a Constituição. "As instituições da Somália estão amadurecendo. A ONU está aqui para apoiar seu desenvolvimento, e espera trabalhar de forma construtiva com a nova administração", manifestou em comunicado. "Espero que o presidente consulte amplamente antes de escolher", acrescentou o representante da ONU, que destacou que a Somália necessita de um Governo "capaz de unir o país". A decisão da Assembleia somali transformou Shirdon no quinto primeiro-ministro destituído de seu posto sem terminar o mandato. Shirdon, empresário e economista nos ministérios de Finanças e Agricultura até meados dos anos 80, foi designado pelo presidente somali em outubro de 2012. A Somália se encontra ainda imersa em um conflito armado no qual as tropas multinacionais da AMISOM, do Exército somali, das Forças Armadas etíopes e milícias pró-governamentais aliadas combatem a organização islamita Al Shabab. Os fundamentalistas, vinculados à rede terrorista Al Qaeda, tratam de instaurar um Estado muçulmano de corte wahhabista no país do Chifre da África, que vive em estado de guerra civil e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohammed Siad Barre, o que deixou ao país sem um Governo medianamente efetivo e em mãos de milícias islamitas e senhores da guerra. EFE dgp/ff

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