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Principal aliança opositora egípcia analisará últimos distúrbios

Internacional|Do R7

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Cairo, 2 fev (EFE).- A principal aliança opositora do Egito, a Frente de Salvação Nacional (FSN), deve realizar neste sábado uma reunião urgente para analisar os distúrbios de ontem no Palácio Presidencial, que terminaram com um morto e dezenas de feridos. Nesse encontro, o dirigente da FSN, Sayed al Badaui, presidente do partido nacionalista Al Wafd, apresentará uma iniciativa, proposta pelo Conselho de Tribos Árabes, que representa os 73 clãs do Egito, para dar uma saída à crise. Badaui se reuniu ontem com representantes desse conselho que lhe transmitiram a iniciativa, que coincide em alguns pontos com o documento assinado há dois dias entre a FSN e o partido salafista Al Nour, como o pedido de formação de um Governo de união nacional e a destituição do procurador-geral. Ontem, pelo menos uma pessoa morreu e dezenas ficaram feridas em enfrentamentos entre manifestantes e as forças da ordem nas imediações do Palácio Presidencial. O porta-voz do Ministério da Saúde, Ahmad Omar, detalhou ontem à noite que o número de feridos nesses fatos chegou a 58, enquanto o subdiretor do Departamento de Ambulâncias, Ahmad al Ansari, elevou o número para 79. Ansari destacou que o falecido, um jovem de 23 anos, morreu por disparos de bala, enquanto alguns feridos foram atingidos por balas de borracha. Por sua parte, fontes dos serviços de segurança informaram à televisão egípcia que entre os feridos há 15 membros das forças da ordem com queimaduras e contusões, e alguns com disparos de balas de chumbo. Em comunicado, a presidência egípcia atribuiu ontem às forças políticas a responsabilidade de ter incitado o início dos distúrbios, além de advertir que "os aparatos de segurança intervirão com toda a contundência para restabelecer a ordem e a segurança". Por sua parte, a FSN respondeu com outra nota na qual se desvinculava totalmente dos enfrentamentos e atribuiu ao presidente Mohammed Mursi e à Irmandade Muçulmana sua parte de culpa "pelo estado de tensão que imperou na sociedade egípcia nos últimos dois meses". Na última semana, mais de 50 pessoas morreram no Egito e mil ficaram feridas pelos choques entre manifestantes e as forças da ordem, que começaram no último dia 25 durante a comemoração do segundo aniversário da revolução que derrubou o regime de Hosni Mubarak. EFE ssa/rsd

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