Procuradoria francesa investiga se Kadafi financiou campanha de Sarkozy
Internacional|Do R7
Paris, 19 abr (EFE).- A Procuradoria de Paris abriu nesta sexta-feira uma investigação sobre o suposto financiamento ilegal por parte do ditador líbio Muammar Kadafi da campanha eleitoral que levou Nicolas Sarkozy à presidência da França em 2007. A investigação buscará esclarecer se existem indícios sobre "corrupção ativa e passiva", "tráfico de influência", "falsidade e uso de falsidade", "abuso de bens públicos", "lavagem, cumplicidade e encobrimento desses delitos", segundo informações publicadas pela emissora "France Info" e o jornal "Le Parisien". Em abril de 2012, o site "Médiapart" publicou um documento datado de dezembro de 2010 e procedente do serviço secreto líbio que provaria que o falecido Kadafi forneceu 50 milhões de euros para a campanha de Sarkozy. Segundo o documento, o responsável pelo serviço secreto líbio na ocasião, Moussa Koussa, autorizava o diretor do gabinete de Kadafi, Bashir Saleh, a efetuar o pagamento. Além disso, Koussa se referia a reuniões com Brice Hortefeux, homem muito próximo a Sarkozy e ex-ministro do Interior. O responsável pelo serviço secreto também mencionou Ziad Takieddine, empresário franco-libanês acusado na França de financiamento ilegal de partidos. Quando o documento foi revelado, Sarkozy considerou as acusações "grotescas" e denunciou o "Médiapart" por "publicação de notícias falsas". A denúncia motivou uma investigação que não avançou, segundo revelou hoje a Procuradoria. O órgão afirmou ainda que autoridades francesas revistaram recentemente a residência do ex-secretário-geral do Palácio do Eliseu, ex-ministro do Interior e colaborador de Sarkozy, Claude Guéant, e de Takieddine. Em 19 de dezembro do ano passado, Takieddine que tinha provas que demonstravam que as transações financeiras ilegais superavam 50 milhões de euros. No mês passado, Sarkozy foi acusado de se aproveitar da fraqueza do herdeira do grupo "L'Oréal", Liliane Bettencourt, para financiar sua campanha eleitoral. Se os fatos forem confirmados, Sarkozy poderá ser condenado a três anos de prisão, pagamento de 375 mil euros de multa e perderia seus direitos políticos por cinco anos. EFE jaf/dk













