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Prodi não consegue votos necessários para ser eleito presidente da Itália

Internacional|Do R7

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Roma, 19 abr (EFE).- O ex-primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, não conseguiu nesta sexta-feira ser eleito presidente do país ao não obter a maioria necessária na quarta votação realizada em uma sessão conjunta do Parlamento. Dos 1.007 eleitores que têm direito a participar da eleição, que se ocorreu em sistema de votação secreta, Prodi, que é candidato do PD, de centro-esquerda, recebeu 395 votos, contra 214 do jurista Stefano Rodotà, candidato do Movimento 5 Estrelas, enquanto a ministra do Interior, Anna María Cancellieri, recebeu 78 votos. Nas últimas três votações era necessário conseguir um respaldo de dois terços dos eleitores, mas neste quarto escrutínio servia apenas a maioria absoluta, ou seja, 504 votos. A centro-esquerda contava com 496 e lhe faltavam apenas oito votos, mas Prodi ficou muito longe inclusive dos números de seu próprio partido, já que 15 optaram pelo também ex-primeiro-ministro Massimo D'Alema (15) e outros votaram em branco. Isso demonstrou que o PD, que já tinha rachado em sua primeira candidatura, a de Franco Marini, não conseguiu fechar as fissuras criadas. O Povo da Liberdade (PdL), de Silvio Berlusconi, e a Liga Norte anunciaram que não participariam da votação, após criticarem o fato de o PD ter rompido as negociações e apresentado unilateralmente Romano Prodi como candidato. Por sua vez, a Escolha Cívica, partido do chefe de Governo interino, Mario Monti, apoiou a atual ministra de Interior, Annamaria Cancellieri, que conseguiu mais do que os 69 votos da legenda. Em relação à quinta votação, que ocorrerá amanhã, a situação parece ainda mais complicada. Uma possibilidade é de que a centro-esquerda volte a apostar em Prodi e tente convencer não só todos os seus correligionários a fazer o mesmo, como também alguns membros da Escolha Cívica, que procedem do mundo católico e de correntes políticas próximas ao ex-presidente da Comissão Europeia. Outro cenário seria o de o PD apresentar uma nova candidatura - a de Massimo D'Alema, que poderia ser apoiado por membros do PdL. Há ainda a chance de que a centro-esquerda decida respaldar Stefano Rodotà. EFE ccg/id (foto)

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