Promotor pede condenação de 25 policiais por massacre do Carandiru em 1992
Internacional|Do R7
São Paulo, 2 ago (EFE).- O promotor Fernando Pereira Filho pediu nesta sexta-feira a condenação dos 25 policias acusados na segunda fase do julgamento pelo massacre de 111 presos, ocorrido em 1992 na prisão do Carandiru, por entender que as mortes foram "uma ação coletiva". Pereira Filho mostrou ao júri um relatório legista no qual indica que 71,6% das marcas de bala procediam de trajetórias diferentes, o que, segundo ele, indica que a maioria dos presos foram baleados por mais de um policial, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo. Nesta fase do julgamento, são acusados 25 policias pelo assassinato de 52 presos, ocorrido no corredor direito do segundo andar do pavilhão 9, onde aconteceu o motim. A promotoria inicialmente tinha acusado os réus por 73 mortes, mas hoje retirou acusações por 21 dos casos, porque há indícios de que ocorreram em outras alas do presídio. Quatro dos 21 assassinatos excluídos nesta sexta-feira, quase 21 anos depois do crime, ocorreram por arma branca, por isso que acredita-se que ocorreram em uma briga entre os internos, segundo a acusação. A defesa deve fazer hoje sua alegação final, antes do júri começar a deliberar e dar o veredicto, o que previsivelmente poderia ocorrer na noite da sexta-feira ou sábado. Na primeira fase do julgamento, em abril, o júri condenou a 156 anos de prisão cada um dos 23 agentes acusados da morte de 13 presos. EFE mp/ff













