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Promotor que assumiu processo de Alberto Nisman se recusa a comparecer ao Congresso argentino

Gerardo Pollicita havia sido convidado a comparecer ao local na segunda-feira por governistas

Internacional|Do R7

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Alberto Nisman foi encontrado morto há um mês em Buenos Aires
Alberto Nisman foi encontrado morto há um mês em Buenos Aires

O promotor Gerardo Pollicita que acusou a presidente de acobertar terroristas após a morte, em ainda não esclarecidas circunstâncias do promotor responsável pelo caso, Alberto Nisman, recusou nesta sexta-feira (20) o convite de deputados governistas para comparecer ao Congresso na próxima segunda-feira (23).

O promotor federal, que assumiu a denúncia apresentada por Nisman, que foi encontrado morto dias após acusar Cristina Kirchner, comunicou ao presidente da Câmara dos Deputados, o governista Julián Domínguez, que não participará do plenário de comissões.


Em uma nota enviada a Domínguez, Pollicita alegou que a ação está em "estado inicial", sob sigilo, e que a visita ao Congresso "não pode estar acima da finalidade que a investigação deve ter".

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Na quarta-feira (18), as titulares de três comissões da Câmara, dominadas pelo governo, convidaram o promotor a comparecer na próxima segunda-feira, em uma sessão pública, para informar sobre sua decisão de dar andamento à denúncia iniciada por Nisman.


Pollicita solicitou na semana passada a acusação da presidente Cristina Kirchner, do chanceler Héctor Timerman e dos outros acusados por Nisman.

Nisman, encontrado morto em 18 de janeiro em circunstâncias ainda não esclarecidas às vésperas de comparecer ao Congresso para detalhar sua denúncia contra a presidente, era o responsável pela investigação do atentado em 1994 contra a associação judaica Amia, que matou 85 pessoas.


Ele havia acusado Cristina de acobertar os iranianos suspeitos de terem planejado o ataque mediante a assinatura de um memorando de entendimento com o Irã em 2013.

Na nota remetida hoje ao Congresso e cujo conteúdo foi divulgado pela agência oficial Télam, Pollicita lembrou que os argumentos de sua sentença são públicos e que a promotoria "tem o papel de promover a atuação da Justiça sem se sujeitar a instruções ou direções emanadas de órgãos alheios a sua estrutura".

O processo está atualmente com o juiz federal Daniel Rafecas, que deve decidir nos próximos dias se determina ou não as medidas de prova solicitadas por Pollicita.

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