Logo R7.com
RecordPlus

Protesto contra governo de Humala reúne cerca de 3 mil em Lima

Internacional|Do R7

  • Google News

Lima, 27 jul (EFE).- Cerca de três mil pessoas saíram às ruas de Lima neste sábado para protestar contra o governo do presidente do Peru, Ollanta Humala, que amanhã completa seu segundo ano de gestão. A convocação foi feita pela Confederação Geral de Trabalhadores do Peru (CGTP), que reúne os principais grupos sindicais do país. Também participaram da manifestação vários partidos políticos de oposição e seus movimentos juvenis, assim como a Coordenadoria Nacional de Direitos Humanos (CNDDHH) e organizações universitárias. Além disso, estudantes, jornalistas e ativistas políticos reunidos no novo movimento #TomaLaCalle convocaram seus seguidores pelas redes sociais e marcharam contra o governo e o Congresso peruanos. O presidente peruano completará amanhã seu segundo ano de governo com 33% de aprovação, a mais baixa de sua gestão, que se encerrará em 2016. O chefe de Estado irá apresentar amanhã um relatório anual no Congresso, no dia em que é comemorada a independência do Peru. A principal demanda dos trabalhadores é a derrubada da lei do serviço público, que pretende organizar o trabalho estatal, mas que os sindicatos asseguram que irá demitir funcionários e acabar com a estabilidade do setor. Os manifestantes também protestam contra a corrupção e a distribuição de cargos públicos entre aliados do governo. Além disso, um grupo de torcedores do clube de futebol Universitario se uniram para reclamar contra a proposta de converter a equipe em uma sociedade anônima. Os ativistas se reuniram nas praças Dos de Mayo e San Martín e marcharam por várias avenidas do centro histórico em direção à avenida Abancay com o objetivo de chegar ao Congresso e ao Palácio de Governo. No entanto, a polícia utilizou 5.000 agentes fortemente armados para bloquear os acessos aos dois locais. A mobilização transcorria pacificamente sob os lemas "Basta de suportar, todo o povo a lutar" e "Urgente, urgente, novo presidente", entre outros. Uma comissão formada por líderes da passeata entraram no gabinete da presidência do Conselho de Ministros, localizada no Palácio de Governo, para deixar suas reivindicações ao primeiro-ministro, Juan Jiménez. Ao chegar na avenida Abancay, a polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo contra grupos do Partido Aprista Peruano, do ex-presidente Alan García, que tentaram romper o cordão policial. Outros grupos de manifestantes, como os torcedores do Universitário, também foram repelidos pela polícia com bombas de gás. O chefe da polícia em Lima, Luis Praelli, disse ao "Canal N" que a passeata foi pacífica, com exceção do protesto dos torcedores, que segundo ele lançaram pedras nas forças de segurança. Ontem, Humala disse que a polícia atuaria para evitar a violência diante da suspeita de que as manifestações estão infiltradas por integrantes do Movimento pela Anistia e Direitos Fundamentais (Movadef), formada por ex-membros do grupo armado Sendero Luminoso. Após três horas de mobilização e alguns enfrentamentos, a polícia prendeu vários manifestantes, enquanto diversos grupos retornaram à praça San Martín para um comício de encerramento. EFE mmr/dk (foto)

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.