Protestos contra absolvição de Zimmerman nos EUA têm dezenas de detidos
Internacional|Do R7
Washington, 16 jul (EFE).- Dezenas de pessoas foram detidas na última segunda-feira em Los Angeles enquanto continuam, em várias cidades dos Estados Unidos, os protestos contra a decisão judicial que absolveu o ex-vigia George Zimmerman, que matou o adolescente negro Trayvon Martin, informaram nesta terça-feira fontes oficiais. O prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, e o chefe de polícia, Charlie Beck, disseram em entrevista coletiva que pelo menos 13 pessoas foram detidas por múltiplos atos de vandalismo no distrito de Crenshaw. Zimmerman matou Martin em fevereiro de 2012 após seguí-lo, considerando suspeita a presença do jovem na sua vizinhança, mesmo que a polícia tenha lhe instruído por telefone para que não se aproximasse do adolescente. No último sábado, um júri em Sanford (Flórida) decidiu que Zimmerman não era culpado de homicídio e que tinha agido sob a lei estadual que permite que uma pessoa que porta uma arma de fogo a use em defesa própria se considerar que sua vida está em risco. Cerca de 350 policiais agiram ontem à noite no Parke Leimert, de Los Angeles, depois que os protestos contra a decisão do júri se tornaram violentos, informou o jornal "The Los Angeles Times". As manifestações também se tornaram violentas na cidade de Oakland (Califórnia), onde os participantes quebraram vidros, montaram barricadas e atiraram pedras e garrafas na polícia. A emissora local "KTVU", de Oakland, informou que alguns manifestantes picharam a palavra "revolta" nas paredes dos edifícios e outros queimaram bandeiras dos Estados Unidos. A Casa Branca, que tem em seu site um campo para reivindicações dos cidadãos, tinha até esta manhã 21.522 assinaturas em apoio a um pedido para que o departamento de Justiça processe Zimmerman, e 5.334 assinaturas em apoio a um pedido similar. Simultaneamente, um pedido para que o governo "deixe Zimmerman em paz e lhe permita voltar à sua vida normal" somou 1.466 assinaturas; outra, que pede que Zimmerman não seja julgado novamente, juntou 924 assinaturas. EFE jab/ld/id












