Protestos deixam dezenas de feridos na Palestina
Manifestantes são contra reconhecer Jerusalém como capital israelense
Internacional|Do R7, com agências internacionais

Pelo menos 43 pessoas ficaram feridas em protestos na Palestina nesta quinta-feira (7), de acordo com infomações da rede norte-americana CNN, citando o movimento internacional humanitário Crescente Vermelho.
Várias manifestações aconteceram em diversas partes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza em protesto contra o presidente dos EUA, Donald Trump, que reconheceu oficialmente Jerusalém como a capital israelense na quarta-feira (6).
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou que Jerusalém é “a capital eterna do Estado Palestino” e que a decisão de Trump equivale aos EUA abdicarem do seu papel de mediador.
Trump também afirmou em discurso na Casa Branca que o seu governo iniciaria o processo de transferência da embaixada norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém, uma medida que deverá levar anos e que os seus antecessores evitaram tomar para que as tensões não aumentassem.
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O status de Jerusalém, onde ficam locais sagrados para muçulmanos, judeus e cristãos, é um dos maiores obstáculos para um acordo de paz entre israelenses e palestinos.
A comunidade internacional não reconhece a soberania de Israel sobre a cidade inteira, acreditando que o status do lugar deve ser resolvido em negociações.
A decisão de Trump coloca sob risco o papel histórico dos EUA como mediador do conflito entre israelenses e palestinos e traz desgaste para as relações com aliados árabes dos quais Washington depende no esforço para se opor ao Irã e para combater militantes sunitas.
Israel considera a cidade a sua capital eterna e indivisível e quer todas as embaixadas lá. Os palestinos querem que a capital do seu Estado independente seja no leste da cidade, capturado por Israel na guerra de 1967 e então anexado, uma medida que nunca foi reconhecida internacionalmente.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, celebrou o anúncio como um “marco histórico” e insistiu que outros países também mudassem as suas embaixadas para Jerusalém.
Netanyahu declarou que qualquer acordo de paz como os palestinos deve incluir Jerusalém como capital de Israel. Se isso significa a cidade inteira sob o controle israelense, a ideia não seria aceitável para os palestinos.












