PSDB oficializa candidatura de Aécio Neves à presidência
Internacional|Do R7
São Paulo, 14 jun (EFE).- O PSDB anunciou neste sábado o senador Aécio Neves como seu candidato às eleições presidenciais de 5 de outubro. Aécio, economista de 54 anos e neto de Tancredo Neves, o primeiro presidente civil eleito no país após a ditadura civil-militar e que morreu antes de assumir o mandato, aparece nas pesquisas de intenções de voto como o principal rival da presidente Dilma Rousseff, com 22%, contra os 38% da governante. A candidatura de Neves, ex-governador de Minas Gerais e que já vinha percorrendo o país como pré-candidato, foi confirmada em uma movimentada convenção do PSDB em São Paulo à qual o senador chegou de mãos dadas com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). A escolha foi aprovada por 447 dos 451 delegados com direito a voto na convenção. O partido, no entanto, ainda não confirmou o nome do candidato a vice de Aécio, já que as negociações com as legendas que podem apoiar a candidatura continuam. Além de FHC, também estiveram na convenção, que reuniu cerca de 5 mil pessoas, os dois últimos candidatos do PSDB à presidência, o ex-governador de São Paulo e ex-ministro de Saúde José Serra, derrotado por Dilma nas eleições de 2010, e o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que foi o segundo mais votado em 2006, quando Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito. "Damos aqui um passo muito importante para a vitória. O PSDB e seus aliados chegam unidos para essa disputa. Quanto mais mentiras eles disserem, mais verdades diremos sobre eles", afirmou Serra, que era apontado como possível candidato, em discurso em que deixou clara a união partidária. O candidato também foi recebido por vários dos principais dirigentes do PSDB em todo o país, como o senador Aloysio Nunes e os governadores de Goiás, Marconi Perillo; de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, e do Paraná, Beto Richa. A proclamação de Aécio também foi assistida por dirigentes de partidos que podem apoiar as aspirações do PSDB, como o deputado Paulo Pereira da Silva, dirigente do partido Solidariedade, e o senador José Agripino Maia, presidente do DEM. Depois de perder as três últimas eleições presidenciais para o PT, o PSDB, espera poder reagir este ano com a queda de popularidade que vem sofrendo Dilma. Apesar de ainda liderar as pesquisas de intenções de voto com grande vantagem, a chefe de Estado vem perdendo terreno e as últimas pesquisas indicam que já não garante sua reeleição sem necessidade de disputar um segundo turno, exigida quando nenhum dos candidatos obtém mais da metade dos votos. Na última pesquisa do Ibope, divulgado na semana passada, enquanto as intenções de voto em Dilma cairam dois pontos percentuais, até 38%, a de Aécio subiu dois pontos percentuais, para 22%. EFE cm/tr (foto)











