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PT e Lula "proclamam" Dilma como candidata à reeleição para 2014

Internacional|Do R7

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Eduardo Davis. Brasília, 12 dez (EFE).- O PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "proclamaram" nesta quinta-feira de forma oficiosa a candidatura da presidente Dilma Rousseff para as eleições de 2014. Não foi uma proclamação formal, mas a inauguração do 5º Congresso Nacional do PT, realizada hoje em Brasília, não deixou dúvidas que Dilma tentará a reeleição no próximo ano, apesar de ela, presente no ato, ter evitado responder diretamente aos apelos dos militantes da formação fundada por Lula em 1980. "Temos uma responsabilidade e é reeleger esta companheira como presidente da República", declarou Lula ao inaugurar o Congresso Nacional do PT, que reuniu em Brasília cerca de 600 delegados e que concluirá no próximo sábado. "Um, dois três, Dilma outra vez", cantaram os presentes puxados pelo próprio Lula, que antecedeu Dilma entre 2003 e 2011, período em que governou durante dois mandatos consecutivos após ter levado o PT pela primeira vez ao poder. Lula assegurou que não bastará a reeleição de Dilma, pois "ela vai precisar governar com um bom número de companheiros na Câmara dos Deputados e no Senado", motivo pelo qual encorajou o partido a "levar a sério" as eleições parlamentares, que coincidirão com as presidenciais em outubro de 2014. O ex-presidente evocou o ativismo de Dilma em sua juventude, quando acabou presa por sua oposição ao regime militar que governava então, e assegurou que "nessas lutas" a atual presidente se preparou para "um dia" governar o país. "Prenderam uma jovem de 20 anos, a torturaram e depois a soltaram. Pensaram que tinham lhe dado uma lição e que ela nunca mais entraria na política, mas anos depois essa jovem rebelde se tornou a presidente do país e agora será reeleita", assegurou. Lula antecipou que o próximo ano se somará à campanha eleitoral de Dilma como "um militante a mais" e lançou um desafio à oposição: "Agora, vão ter que enfrentar a Dilma, ao PT e o Lula", declarou. Quando chegou sua vez, imediatamente após Lula, Dilma brincou com essa "proclamação", mas em seu discurso se limitou a fazer um repasse das melhoras sociais experimentadas pelo Brasil desde que o PT chegou ao poder. Dilma também citou o líder sul-africano Nelson Mandela, falecido na semana passada e que foi "uma fonte de inspiração para as lutas libertarias no mundo todo", ao afirmar que o PT "demonstrou que tudo é impossível, até que se faz". Nesse sentido, ressaltou que cerca de 40 milhões de brasileiros deixaram a pobreza durante os governos do PT, o que considerou uma "utopia conquistada". Também ressaltou que, desde 2003, a economia brasileira se manteve em um cenário de estabilidade e crescimento com baixa inflação, e que no país se geraram, desde então, "mais de 20 milhões de empregos formais". Ainda assim Dilma não confirmou que aceitará a candidatura, mas não escondeu o sorriso quando os militantes se despediram com o grito que se repetiu durante todo o ato e que promete ser um "mantra" para o PT durante 2014: "Um, dois três, Dilma outra vez". No ato discursou também o presidente do PT, Rui Falcão, que ressaltou que as pesquisas de opinião "dizem que o Brasil quer seguir com o PT e com Dilma", a quem as pesquisas atribuem uma intenções de voto próximas a 50%. Durante a abertura do congresso do PT houve reiteradas demonstrações de apoio ao ex-presidente do partido, José Genoino, ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e ao antigo tesoureiro da formação, Delúbio Soares, condenados no julgamento do mensalão. Falcão assegurou que o processo que levou à condenação desses três líderes do PT foi um "tsunami de manipulação" e garantiu que "a história comprovará que foram condenados sem provas", com "a cumplicidade da imprensa conservadora". EFE ed/rsd (foto)

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