Putin autoriza manifestações durante os Jogos Olímpicos de Inverno
Evento esportivo será realizado em Sochi entre 7 e 23 de fevereiro
Internacional|Do R7

O presidente russo Vladimir Putin decidiu neste sábado (4) autorizar a realização de manifestações durante os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, anulando uma decisão de agosto que as proibia explicitamente.
Para satisfazer o Comitê Olímpico Internacional (COI), que manifestou não concordar com o decreto de agosto, Putin decidiu autorizar as manifestações, desde que sejam realizadas numa área especial e em coordenação com as autoridades de Sochi.
O decreto publicado neste sábado, que modifica o de agosto passado, estabelece, além disso, que as autoridades possam limitar o número de participantes nas manifestações durante os Jogos, que acontecerão de 7 a 23 de fevereiro.
As autoridades de Sochi deverão determinar uma zona especial onde os manifestantes poderão realizar seus protestos.
"Reuniões, comícios, manifestações, passeatas e piquetes que não forem diretamente ligados aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos poderão ocorrer entre 7 de janeiro e 21 de março de 2014 ... só depois de serem combinados com ... uma entidade de segurança local", disse o presidente russo.
A decisão de Putin serve para polir a imagem da Rússia ante um evento marcado por preocupações sobre segurança e direitos humanos. Plenamente consciente de que o sucesso ou fracasso dos Jogos irá ajudar a moldar seu legado, Putin aproximou-se intimamente do projeto de RR$ 119 bilhões (50 bilhões de dólares).
Ele fez uma inspeção surpresa em pontos de um resort no Mar Negro na sexta-feira (3) e foi mostrado pela televisão estatal russa esquiando em uma encosta, usando óculos escuros e capacete.
Grupos ativistas, com causas que vão dos direitos dos homossexuais a reforma política, se queixaram de que a proibição das manifestações, imposta em agosto como parte de uma operação de segurança, violava a própria Constituição da Rússia.
A investida de Putin ocorre logo após ele ordenar mais uma operação de segurança na sequência de dois ataques suicidas na cidade russa de Volgogrado, no sul do país, que matou pelo menos 34 pessoas.
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