Putin chega à Crimeia para festejar Dia da Vitória
No dia 9 de maio, comemora-se no país a vitória de 1945 sobre a Alemanha nazista
Internacional|Do R7

O presidente russo, Vladimir Putin, chegou nesta sexta-feira (9) a Sebastopol, porto situado na península da Crimeia, para festejar o Dia da Vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
Esta é a primeira viagem de Putin ao território antes ucraniano e que foi anexado pela Rússia no dia 21 de março, ato condenado por Kiev e pelo Ocidente.
Putin presidirá a parada militar na baía da cidade, base da Frota russa do Mar Negro, depositará um ramo de flores no monumento aos heróis da defesa da cidade e se reunirá com os veteranos da guerra.
Sebastopol comemora nesta sexta-feira o Dia da Vitória, mas também o 70º aniversário desde a libertação da cidade das tropas hitlerianas.
A primeira visita do chefe do Kremlin à Crimeia, que revelou seu desejo de ingressar na Federação Russa após um plebiscito separatista no dia 16 de março, não foi anunciada oficialmente, embora alguns meios de imprensa tenham informado sobre essa possibilidade.
Putin viajou para Crimeia após presidir o tradicional desfile militar na Praça Vermelha, por cujo pavimento de pedras desfilaram milhares de soldados e armamento pesado, como os mísseis intercontinentais Topol, a arma mais temível do arsenal nuclear russo.
Enquanto isso, por motivos de segurança, Kiev reduziu as comemorações pela ocasião do 69º aniversário do Dia da Vitória, o que foi muito criticado pela imprensa russa, embora o presidente interino, Alexander Turchinov, tenha felicitado os veteranos em mensagem oficial.
O presidente interino da Ucrânia, Alexander Turchinov, prometeu nesta sexta-feira (9) manter a paz no país por ocasião do Dia da Vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
"Estamos plenamente decididos a promover os valores que herdamos de vocês, a manter a paz e desenvolver nossa maravilhosa casa comum chamada Ucrânia", garantiu Turchinov em sua mensagem de agradecimento aos veteranos da guerra.
Turchinov homenageou os milhões de "libertadores" ucranianos que lutaram contra as tropas nazistas e que "defenderam heroicamente o direito de viver livremente em nossa própria terra".
A Ucrânia, assim como Belarus, foi um dos territórios que mais sofreu durante a Grande Guerra Pátria, como é conhecido nesta região do mundo o capítulo soviético (1941-45) da Segunda Guerra Mundial.
O Dia da Vitória esteve marcado pela polêmica, pois em Kiev não aconteceu um desfile militar como na Praça Vermelha de Moscou, o que foi muito criticado pela imprensa russa.
Com o temor de que ocorressem provocações, as autoridades restringiram os eventos festivos, mas a Ucrânia já não comemora há anos o Dia da Vitória com paradas militares.
Essa tradição foi suspensa após a Revolução Laranja (2004) pelo presidente Viktor Yushchenko, decisão que não foi revertida pelo recentemente deposto Viktor Yanukovich.
As forças governamentais parecem ter feito uma pausa em sua ofensiva contra os redutos insurgentes pró-Moscou da região de Donetsk (leste), que mantêm com seus planos de realizar neste domingo um referendo separatista.
Diante das dúvidas expressadas pela Otan e os Estados Unidos, o Ministério da Defesa da Rússia insistiu ontem que retirou todas as suas tropas da fronteira com a Ucrânia.











