Putin diz que não ajudar Crimeia teria sido uma traição
Internacional|Do R7
Moscou, 18 mar (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira no Kremlin que Moscou não poderia deixar sem resposta o pedido de incorporação da Crimeia pois isto "teria sido uma traição". "Não podíamos deixar sem resposta o pedido da Crimeia e de seu povo. Não ajudar a Crimeia teria sido uma traição", afirmou o governante diante dos parlamentares russos. Putin negou, como já fez outras vezes desde o início da crise, que as tropas russas tenham ocupado a península da Crimeia, como denunciaram a Ucrânia e a comunidade internacional. "As tropas russas sempre estiveram ali. O grupamento (da Frota russa do Mar Negro, em Sebastopol) foi reforçado, mas nem sequer superamos o limite de nossas Forças Armadas na Crimeia", estipulada com a Ucrânia em 25 soldados, explicou Putin. O chefe do Kremlin lembrou que embora o Senado russo tenha autorizado o envio de tropas à Ucrânia em caso de uma escalada da violência no país vizinho, o direito não foi exercido. "Falam de intervenção russa na Crimeia, de uma agressão. É estranho escutar isso. Não lembro na história de nem um só caso no qual uma intervenção tenha sido realizada sem um só disparo e sem vítimas", argumentou. EFE aep/dk












