Putin envia Defensor público para mediar conflito na Ucrânia
Internacional|Do R7
Moscou, 20 fev (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou nesta quinta-feira à Ucrânia o Defensor público, Vladimir Lukin, para ser mediador entre as autoridades e a oposição após a explosão de novos distúrbios em Kiev. Durante uma conversa por telefone "o presidente da Ucrânia (Viktor Yanukovich) propôs ao chefe do Estado russo que enviasse a Kiev um representante russo para sua participação em processo negociador com a oposição na qualidade de mediador", afirmou Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin. "Putin decidiu enviar para esta missão o Defensor de Direitos Humanos, Vladimir Lukin", que foi nomeado pela Duma (Câmara dos Deputados russo), explicou o porta-voz. Lukin "tem uma longa experiência no serviço diplomático e é uma reconhecida autoridade entre os ativistas de direitos humanos", destacou Peskov. O Defensor público russo, de 76 anos e no cargo desde 2004, pode viajar já na tarde de hoje para a capital ucraniana, segundo informaram fontes oficiais à agência "Interfax". O chefe do Kremlin pediu ontem que a chanceler alemã, Angela Merkel, deixe de criticar as autoridades ucranianas e condene os opositores que realizam ações extremistas e atos terroristas. Já o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, condenou hoje as ameaças da Europa e Estados Unidos de sancionar as autoridades da Ucrânia. Em entrevista coletiva em Bagdá, Lavrov afirmou que "a oposição não quer se afastar dos extremistas e das forças ocidentais lideradas pela Europa e os Estados Unidos". Além disso, opinou que Bruxelas e Washington "têm toda a responsabilidade pela situação atual, e que ao mesmo tempo não condenam os atos dos extremistas e ameaçam impor sanções". Em Kiev, terminou a longa reunião de seis horas entre Yanukovich e os ministros das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier; França, Laurent Fabius, e Polônia, Radoslaw Sikorski. Os ministros europeus viajaram para Kiev para tentar frear a violência e promover o reatamento do diálogo entre as autoridades e a oposição, que se enfrentam há quase três meses nas ruas de Kiev. EFE io/dk











