Putin simplifica concessão de cidadania russa aos ucranianos
Cidadãos ucranianos, os refugiados e os apátridas que residam temporariamente em território russo poderão solicitar o passaporte russo
Internacional|Da EFE

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, determinou nesta quarta-feira (1º) simplificações para a concessão da cidadania russa a certas categorias de ucranianos depois de ter feito o mesmo há uma semana com os residentes das áreas separatistas pró-Rússia do Donbass.
Segundo o decreto, poderão solicitar o passaporte russo pela via rápida, entre outros, os cidadãos ucranianos, os refugiados e os apátridas que residam temporariamente em território russo ou tenham permissão de residência permanente.
Também estarão aptos aqueles que participem do programa de retorno dos russos que vivem no exterior ou residiam em certas áreas das regiões ucranianas de Donetsk e Lugansk entre 7 e 27 de abril de 2014, ou seja quando explodiu a sublevação pró-Rússia no Donbass.
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O decreto também faz menção especial àqueles que se viram obrigados a deixar a península da Crimeia antes da anexação russa de março de 2014 e suas famílias, e que também poderão receber a cidadania russa em um prazo menor de três meses.
Nestes dois últimos casos, Putin se refere aos ucranianos que foram perseguidos por apoiar a anexação russa da Crimeia e a independência do Donbass do resto da Ucrânia após a derrocada do presidente Víktor Yanukovich na revolução do Maidan.
Putin já tinha antecipado que o Kremlin estudava a concessão da cidadania aos ucranianos, em geral, e não só aos que residem em Donetsk e Lugansk.
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A Rússia abriu na segunda-feira o primeiro centro de entrega de passaportes aos residentes no Donbass, menos de uma semana depois que Putin assinou o decreto correspondente.
Segundo os serviços migratórios, os solicitantes que recebam a cidadania russa não terão que renunciar, em nenhum caso, à ucraniana, ao contrário do que tradicionalmente obriga a legislação neste país.
A decisão do chefe do Kremlin foi condenada firmemente pelos Estados Unidos e pela União Europeia, que a tacharam de provocação e novo ataque russo contra a soberania ucraniana.












